Outono às quartas no Portugal Rural

Out. 2005

Bailarico estremenho em plena Lisboa

O grupo cultural e etnográfico Rosas do Lena, o oleiro Álvaro Pedrosa e o latoeiro Zé Latas estão no 115 da Rua Saraiva de Carvalho, em Lisboa, no próximo dia 19, para dar a conhecer um pouco da Cultura e Tradição na Alta Estremadura. Esta presença insere-se no espaço «Outono às quartas», organizado pela Loja Portugal Rural e pelas associações que compõem este projecto de divulgação e valorização de produtos locais.

Desde vez coube à ADAE (Associação de Desenvolvimento da Alta Estremadura) a organização de uma semana dedicada a uma área do país, a Estremadura. O grupo Rosas do Lena representa a etnografia do concelho da Batalha e da Alta Estremadura, tendo sido pioneiro na investigação da cultura popular da sua região. Fundou escolas de artesanato e do jogo do pau e reintroduziu os instrumentos de cordas na música popular.

As suas recolhas salvaram inúmeras peças da etnografia regional, desde o trajo às danças e cantares, das alfaias agrícolas aos jogos. No rol de jogos recuperados inclui-se o «jogo do mioto» ou «milhafre», que reproduz a captura das outras aves pelos milhafres. A preservação dos fandangos tem sido outra das facetas do Rosas do Lena. Portanto, se quer saber como é um bailarico estremenho, não deixe de passar por Campo de Ourique. A Loja Portugal Rural está aberta das 10 às 22 horas.

Outra das razões para dar uma saltada à Portugal Rural na quarta-feira 19 de Outubro é a presença de Álvaro Pedrosa. Este oleiro de Bajouca leva a sua roda de moldar ao vivo alguidares, pratos, potes para azeitonas, malgas... Em simultâneo, o latoeiro Zé Latas, de Jardoeira, mostra alguns dos segredos da arte de fazer candeias à antiga, ou seja, em folha de chapa.

Elsa Neves, gestora da Loja Portugal Rural, considera que «a animação cultural que vai decorrer pode proporcionar belos momentos a quem nos visitar. A doçaria local, bem como o vinho abafado vão estar presentes para representar as iguarias da região mas gostaria especialmente de convidar as escolas e as crianças a nos visitarem dia 19 de Outubro».

Formam a Loja Portugal Rural as seguintes entidades:

Associação das Casas do Povo da Região Autónoma da Madeira (ACAPORAMA),

Associação de Desenvolvimento da Alta Estremadura (ADAE),

Associação de Desenvolvimento Local Bairrada e Mondego (ADELO),

Associação de Desenvolvimento de Iniciativas Culturais, Sociais e Económicas (ADICES),

Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte (ADIRN),

Associação para o Desenvolvimento da Terra Quente (DESTEQUE),

Associação para o Desenvolvimento e Promoção Rural do Oeste (LEADER OESTE),

Associação para o Desenvolvimento do Alentejo Central (MONTE, ACE),

Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior (TAGUS)

e PróRegiões.

Loja Portugal Rural

Rua Saraiva de Carvalho, 115

1250-245 Lisboa

Tel. 21 395 88 89

Documentos Anexos:

Outono às quartas


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]