Artigos de opinião sobre temáticas relevantes para o Desenvolvimento Local nos territórios rurais.
A Jorge Rodrigues
Nesta entrevista à revista "Olhar o Mundo Rural" o presidente da Federação Minha Terra apresenta as suas prioridades para o mandato e os principais desafios dos territórios rurais. É destacada a importância dos Grupos de Ação Local e da abordagem LEADER na promoção de um desenvolvimento mais próximo e participado pelas comunidades. A entrevista aborda também as especificidades dos Açores e o futuro dos fundos europeus.
Por David Canaveira
Mais de três décadas após o lançamento do LEADER, a promoção da diversificação continua a ser um dos seus elementos-chave. Ao longo das sucessivas gerações da iniciativa e da sua integração na política de desenvolvimento rural da União Europeia, manteve-se a convicção de que a competitividade e a vitalidade dos territórios rurais dependem da capacidade de mobilizar os seus recursos endógenos, estimular o empreendedorismo e criar novas oportunidades económicas para além da atividade agrícola.
Por Natália Henriques
Quando se fala em fundos europeus, a discussão tende a centrar-se nos montantes disponibilizados, nas taxas de execução ou na burocracia associada às candidaturas. Raramente se coloca uma questão essencial: porque é que, perante os mesmos instrumentos financeiros, alguns territórios conseguem transformar os apoios em desenvolvimento económico e social, enquanto outros continuam a enfrentar dificuldades?
Por Edina Ocsko e Radim Sršeň
O Grupo de Coordenação do Pacto Rural (GCPR) reuniu a 5 de maio de 2026 naquela que foi a sua última reunião, que marcou o fim do mandato de três anos do GCPR, na sequência do qual, o Pacto Rural funciona atualmente sem um órgão de governação formal, enquanto prosseguem as reflexões sobre o futuro envolvimento dos stakeholders. Os membros do GCPR aproveitaram esta reunião final para apresentar um documento de posição que destaca recomendações para reforçar os futuros apoios aos territórios e comunidades rurais.
Por Paulo Pereira
O LEADER, nascido em 1991, em Portugal e na Europa foi, sobretudo, e como está na moda dizer-se, “uma mudança de paradigma” no desenvolvimento rural da época, transitando de uma lógica de governança centralizada e sectorial para uma abordagem que agora se chamaria de holística, mas que se designava por integrada, territorial, ascendente – da base para o topo, inovadora quando ainda ninguém no meio rural falava em inovação, baseada em parcerias locais, “parcerias” - que palavra estranha há 35 atrás, para mais envolvendo entidades privadas e públicas, com as primeiras em maioria, e ainda muita cooperação, tudo isto planeado e plasmado no formato de Planos de Acção Locais (PAL).
Por Isabel Abreu
Em fevereiro e em maio de 2025, participei no Grupo Temático Farm Diversification da Rede Europeia da PAC, em representação da ADER-AL. Reunindo peritos, agricultores, representantes de organizações rurais e decisores políticos de vários Estados-Membros, foi feita uma reflexão intensa sobre um dos temas que penso ser mais prementes do desenvolvimento rural europeu: como ajudar as explorações agrícolas a diversificar as suas atividades, a gerar novas fontes de rendimento e a contribuir para a vitalidade dos territórios rurais.
Por José da Mota Alves
Celebrar estes 35 anos é, acima de tudo, celebrar pessoas. Pessoas que acreditaram que os territórios rurais não estavam condenados ao abandono, ao despovoamento total ou à perda de oportunidades. Pessoas que souberam transformar dificuldades em desafios, desafios em projetos e projetos em oportunidades para milhares de cidadãos.
Por Jorge Rodrigues
Não estamos apenas a discutir um instrumento de política pública, nem somente uma metodologia de financiamento. Falamos de uma forma de fazer desenvolvimento que coloca as pessoas, as comunidades e os territórios no centro das decisões. Estamos a discutir uma ideia de Europa. Uma Europa que deve fazer da Coesão não apenas uma palavra presente em todos os discursos, mas uma realidade.
Por Álvaro Mendonça e Moura
Ao longo destas décadas, o LEADER demonstrou que os territórios rurais possuem capacidade para construir o seu próprio futuro quando lhes são dadas ferramentas, recursos e autonomia para definirem as suas prioridades. O grande mérito da abordagem LEADER foi ter compreendido, desde o início, uma realidade fundamental: o desenvolvimento rural não se constrói a partir de uma única atividade económica.
Por José da Mota Alves
Portugal continua marcado por profundas assimetrias territoriais. Enquanto o litoral concentra população, investimento e serviços, muitos territórios rurais enfrentam despovoamento, envelhecimento demográfico e perda gradual de dinamismo económico. No entanto, olhar para o interior apenas como um espaço de dificuldades seria um erro estratégico.
Por David Canaveira
Quando se fala de desenvolvimento rural a partir dos territórios, a abordagem LEADER continua a ser uma das referências centrais na Europa. Assente em Estratégias de Desenvolvimento Local (EDL), permite que as prioridades de investimento sejam definidas com proximidade — por quem conhece os recursos, as necessidades e as oportunidades de cada território.
Por Luís Chaves
Trinta e cinco anos depois do seu lançamento, a 15 de março de 1991, o LEADER continua a ser uma das experiências mais consistentes, inovadoras e transformadoras das políticas públicas europeias para os territórios rurais. Num tempo em que tanto se fala de proximidade, coesão territorial e participação, importa lembrar que o LEADER não é uma ideia recente nem uma promessa vaga: é uma prática consolidada, construída dia a dia nos territórios, com resultados visíveis e duradouros.
Por Alberto Santos
O seminário europeu “Ensuring the Right to Stay for Young Farmers and Rural Youth”, que decorreu em Bruxelas no passado dia 11 de março de 2026, tinha como foco debater o direito de permanência dos jovens nas zonas rurais. Foi um momento de elevada importância para o entendimento da realidade nos territórios rurais da UE e das novas diretrizes europeias, constantes da Estratégia da UE para a Renovação Geracional.
Uma app de ciência cidadã para medir a adesão à Dieta Mediterrânica
A Dieta Mediterrânica é muito mais do que uma forma de comer: é um estilo de vida que valoriza os produtos locais, a sazonalidade, o convívio à mesa e o respeito pela natureza. Mas será que ainda seguimos este padrão alimentar? Para responder a estas e outras questões, a RNAES – Rede Nacional para a Alimentação Equilibrada e Sustentável criou uma ferramenta digital participativa baseada em Ciência Cidadã.
Por Luís Chaves
O 6º Parlamento Rural Europeu concluiu com a aprovação da Declaração de Inverurie, um documento colectivo que reúne as reivindicações e compromissos das comunidades rurais europeias para orientar políticas e acções rumo a um meio rural mais coeso, sustentável e resiliente.
Por David Canaveira
Concluídos os processos que permitem a chegada dos apoios aos territórios, mais de metade dos GAL já disponibilizaram nos últimos dias os primeiros concursos LEADER, com candidaturas abertas para a intervenção D.1.1.1.1 – Pequenos investimentos na exploração agrícola, sendo que os restantes GAL abrirão concursos muito em breve.
Por Miguel Torres
Existe um crescente sentimento de cansaço e frustração por parte das comunidades locais em relação à prática recorrente de decisões centralizadas, tomadas por quem permanece distante da realidade dos territórios. A definição de soluções de forma centralizada, sem contacto direto com os contextos locais, revela-se frequentemente desalinhada com as verdadeiras necessidades e dinâmicas das populações. Existem parceiros enraizados nos territórios, com trabalho reconhecido e resultados comprovados, que estão plenamente disponíveis para contribuir na mobilização e construção de soluções a partir das próprias comunidades.
Por Miguel Torres
De forma simplista podemos dizer que o LEADER é uma metodologia de trabalho assente em princípios que norteiam a intervenção., baseados em: Estratégias locais de desenvolvimento por zona; Abordagem ascendente no que diz respeito à elaboração e execução de estratégias; Parcerias locais dos sectores público e privado: grupos de acção local; Acções integradas e multissectoriais; Inovação; Cooperação; Ligação em rede; tudo isto “embrulhado” num principio básico que é a autonomia.
No âmbito do projeto “Abordagem LEADER – Modelos de Governação e o seu Impacto nos Territórios”, uma equipa de investigadoras do ISEC Lisboa visitou Cinfães entre 28 e 30 de março de 2025. A deslocação, integrada na Cátedra UNESCO “A Cidade que Educa e Transforma”, permitiu observar práticas locais e participar no Congresso “Segurança e Integridade Digital”. A visita reforçou a importância do conhecimento aplicado no desenvolvimento rural, destacando o potencial turístico, social e económico da região, e promovendo o diálogo com atores locais.
Por Miguel Torres
Tendo em consideração que a Comissão Europeia está a desenvolver um conjunto de processos de auscultação aos cidadãos e às várias partes interessadas sobre o próximo quadro, a mobilização, liderada pela ELARD (European LEADER Association for Rural Development), inclui a sensibilização dos decisores políticos para a necessidade de pontes entre políticas e entre agentes do desenvolvimento rural, com a estruturação e facilitação da participação e da articulação entre cidadãos e decisores e com uma monitorização mais eficaz da implementação das políticas, que permita o escrutínio e o debate alargado.
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
Agenda |
| Encontro “Desenvolvimento Local em Tempos de Transição: Comunidades, Impacto e Democracia Económica” |
2026-09-17, Auditório do IEFP, em Xabregas (Lisboa) |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]