Em direção ao Desenvolvimento Sustentável – Que ninguém fique para trás!

2017-04-20

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Um conjunto de plataformas e redes nacionais*, entre elas a Federação Minha Terra, em representação de diferentes tipos de organizações e de setores da sociedade civil portuguesa, avançou, em 2016, com a realização de uma consulta pública à sociedade civil portuguesa sobre a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Numa segunda fase, conscientes das responsabilidades que as organizações da sociedade civil vão ter em defesa da concretização da Agenda 2030 e dos ODS, e decididas a contribuir e influenciar o processo de planeamento e implementação da Agenda 2030 em Portugal, aproximaram-se da esfera dos decisores políticos.

No dia 19 de abril, no Auditório António de Almeida Santos da Assembleia da República, organizaram, já com o relatório “Em direção ao desenvolvimento sustentável – agir para não deixar ninguém para trás!” que reúne os principais resultados do processo de consulta, um seminário de apresentação pública das recomendações para implementação dos ODS em Portugal.

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Atendendo à importância da Agenda do Desenvolvimento, apontou-se a necessidade de ser disseminada de forma simples, junto de todas e todos, de lhe ser atribuída força vinculativa e de ser monitorizada de forma participada e regular. Destacou-se a relevância da criação de um Plano Nacional de Implementação dos ODS multissectorial e multistakeholders, construído e implementado de forma participada.

Uma das propostas concretas apresentadas à Assembleia da República foi a criação de uma Comissão Parlamentar para os ODS, com o intuito de desenvolver uma ação permanente sobre a sua implementação e evolução, assegurando a coerência com outras políticas e compromissos, e contando com o envolvimento ativo da sociedade civil.

*Comissão Organizadora: Animar – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local; CPF – Centro Português de Fundações; CGTP-IN – Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses, Intersindical Nacional; CNJ – Conselho Nacional de Juventude; CONFAGRI – Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal, CCRL; Minha Terra – Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local; PpDM – Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres; PPONGD - Plataforma Portuguesa das Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento.

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Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]