SIM À EUROPA RURAL

Jun. 2005

A Federação Minha Terra representou as ADL portuguesas numa reunião alargada de redes e de movimentos rurais a 13 e 14 de Junho, em Bruxelas, cuja declaração se segue:

SIM À EUROPA RURAL

Um investimento a longo prazo nas pessoas e na integração Europeia

Reunidos em Bruxelas a 13 e 14 de Junho, organizações da sociedade civil, redes rurais e LEADER nacionais de 19 Estados Membros oferecem uma solução ao actual impasse sobre o futuro da Europa.

Enquanto a Europa está dividida entre contribuintes líquidos e beneficiários, defensores e críticos da PAC e aqueles que estão a favor ou conta a contra a Constituição, milhares de pessoas a trabalhar a nível local nas zonas rurais avançaram com propostas globais ao encontro dos três objectivos da estratégia de Lisboa: competitividade, coesão e sustentabilidade.

A Europa é, de facto, principalmente rural: as zunas rurais cobrem 90 porcento da superfície Europeia e abrangem a maior parte da sua população (57%). A proposta apresentada pelas redes rurais - que representam uma grande parte destas pessoas - baseia-se numa abordagem de desenvolvimento rural integrado, iniciada e promovida pela Comissão. Esta abordagem beneficia todos os actores e sectores: comunidades rurais, agricultores, empresários, grupos ambientalistas, e as pessoas que dependem e beneficiam das zonas rurais - quer vivam no campo ou nas cidades.

Os métodos de desenvolvimento rural participativos, testados e aperfeiçoados pelo LEADER, mostraram que mobilizam a energia, a criatividade e os recursos do sector privado, assim como as populações locais, produzindo mais emprego e melhor ambiente a custos mais baixos do que muitos Programas Europeus tradicionais.

As parcerias que foram criadas em todos os países Europeus, incluído os novos Estados Membros, estão abertas a todos estes actores locais. Tiveram sucesso em todos os três eixos do Regulamento de Desenvolvimento Rural. As parcerias trouxeram o marketing, as novas tecnologias e a qualidade para benefício dos produtores e das muitas PME nas zonas rurais. As comunidades rurais encaram o ambiente mais como um recurso do que apenas como um custo. Arranjam maneira de tornar os complexos Programas Europeus muito mais acessíveis às populações locais. Este é um dos caminhos para que os cidadãos Europeus se envolvam na construção do futuro da Europa.

As iniciativas e movimentos rurais de 19 países juntaram pela primeira vez para falar a uma só voz. Se a Europa quer realmente avançar para os objectivos da Estratégia de Lisboa, então deve apoiar-se no empenhamento e na experiência da parcerias rurais existentes e emergentes e, conjuntamente com os governos nacionais, deve investir mais no desenvolvimento rural integrado.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]