2024-04-12
Decorreu na tarde do dia 11 de abril, na Casa do Jardim da Estrela, em Lisboa, a sessão de lançamento do livro "SCAPEFIRE: Ordenamento do território para a prevenção dos incêndios rurais", produzido no âmbito do projeto SCAPEFIRE, que resultou numa proposta de modelo de ordenamento da paisagem que previna a ocorrência de incêndios rurais e que paralelamente assegure a conservação do solo, da água e da biodiversidade, assim como a viabilidade socioeconómica dos territórios.
A apresentação da publicação, que os autores pretendem que contribua para a discussão sobre as melhores soluções de ordenamento da paisagem rural em Portugal, face à ameaça crescente dos incêndios rurais, esteve a cargo da arquiteta paisagista Margarida Cancela d'Abreu.
A sessão serviu ainda para dar a conhecer e discutir alguns dos principais resultados da investigação, com três intervenções sobre a importância do ordenamento do território para a prevenção dos incêndios rurais, a demonstração da aplicação do modelo proposto pelo projeto a diferentes escalas territoriais (regional, intermunicipal, municipal e local) e a remuneração de serviços de ecossistemas.
A equipa do projeto SCAPEFIRE vai promover mais três sessões de divulgação do livro, em Pedrógão Grande, a 20 de abril e na Pampilhosa da Serra e em Leiria, em datas a anunciar.
Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), o projeto foi desenvolvido por uma parceria composta pelo Instituto Superior de Agronomia (ISA), responsável pela coordenação, a Direção-Geral do Território (DGT), a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCTUNL), a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), a Federação Minha Terra, a Fundación Pau Costa, o Instituto Superior Técnico (IST), a Universidade de Évora (UE), a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e as Câmaras Municipais da Pampilhosa da Serra e Leiria.
Saiba mais sobre o projeto aqui.
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]