2025-11-17
A ELARD – European LEADER Association for Rural Development lançou hoje uma campanha de sensibilização e mobilização dos/as eurodeputados/as e dos membros do Comité das Regiões para a defesa do desenvolvimento rural de base comunitária, participativo e multissetorial.
Esta ação decorre das preocupações que as propostas da Comissão Europeia para o Quadro Financeiro Plurianual (QFP) 2028-2034, apresentadas no início do Verão, suscitaram entre os agentes envolvidos no desenvolvimento dos territórios rurais, em particular nos comprometidos com a abordagem LEADER/DLBC, promovida pelos Grupos de Ação Local (GAL), que os 33 membros da ELARD representam.
A iniciativa, secundada pela Federação Minha Terra, consiste na partilha com os/as eurodeputados/as e com os membros da Comissão dos Recursos Naturais do Comité das Regiões de um conjunto de sugestões de alterações aos regulamentos propostos pela Comissão de forma a valorizar a abordagem LEADER/DLBC, apelando à sua participação em defesa das mesmas nos diferentes grupos, fóruns e iniciativas que integram.
As sugestões incluem o reconhecimento do valor acrescentado da abordagem LEADER/DLBC, a definição de uma alocação financeira específica para a abordagem, a garantia do cumprimento do princípio do trabalho em parceria e da governança multiatores e multissetorial, o reconhecimento do valor social do LEADER/DLBC, a simplificação de procedimentos e a maior articulação entre autoridades e agentes rurais.
Esta iniciativa dá sequência aos esforços iniciados no passado mês de setembro, quando a ELARD apelou à Comissão Europeia, ao Parlamento e ao Conselho para que alterassem o projeto de regulamento do QFP, a fim de garantir que o LEADER/DLBC continue a ser um instrumento sólido para o desenvolvimento rural. Seguiu-se uma campanha de contacto com os ministérios relevantes dos diferentes Estados-Membros, para que fazendo uso das suas representações nacionais e europeias, defendam o reforço do desenvolvimento rural, em especial os instrumentos territoriais de base comunitária, garantindo que “toda a população rural conta!”.
Saiba mais aqui.
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]