2012-05-17

Vila Verde de Ficalho (Serpa), 24 e 25 de maio 2012
Identificar as principais condicionantes dos sistemas olivícolas e discutir pistas para incrementar o rendimento económico dos olivais tradicionais, de forma sustentada, é o objetivo.
As Jornadas, organizadas no âmbito do projeto de cooperação LEADER «Olival Tradicional», integram seminário sobre «Olival, tecnologia e desenvolvimento rural» (dia 24, manhã), visita técnica aos olivais (dia 24 à tarde) e workshop sob o tema «Olival, tecnologia e políticas públicas» (dia 25, manhã).
Programa e ficha de inscrição disponíveis no site da Rota do Guadiana - Associação de Desenvolvimento Integrado e abaixo (em anexo).
Este projeto de cooperação LEADER, promovido pela Rota do Guadiana, articula as várias componentes do sistema produtivo, integra os vários agentes locais do desenvolvimento e está orientado para o desenvolvimento rural integrado.
O projeto envolve diretamente os olivicultores de Vila Verde de Ficalho, dois lagares de azeite que laboram azeitonas provenientes daquela freguesia (Azeite Ficalho e Talefe), a Junta de Freguesia e o Instituto Nacional de Investigação Agrária, como consultor e coordenador científico. É também uma parceria transfronteiriça com três Grupos de desenvolvimento rural da Andaluzia, de Poniente Granadino, de Alpujarra e de Vale de Lecrin.
Pretende-se que o projeto contribua para o incremento do rendimento económico dos olivais tradicionais - que têm na pequena dimensão e fragmentação as suas principais condicionantes - de forma sustentada e promotora da coesão social e territorial.
Um vasto património de olivais tradicionais, que ocupa quase nove por cento da superfície agrícola (representando quase 90% do olival), está concentrado em regiões desfavorecidas do interior de baixa densidade populacional, tem variedades produtoras de azeite típicos de elevada qualidade, é estruturante de uma paisagem rural identitária, mas está amplamente ameaçado pelo abandono.
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
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Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
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O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]