Vilarinho de São Roque, Albergaria-a-Velha
Ao longo do ano, a pequena aldeia do concelho de Albergaria-a-Velha, Vilarinho de São Roque, é palco de práticas e eventos associados à vida rural. A aldeia tem cerca de 100 habitantes. Uma população, que não descura tradições, práticas agrícolas e memórias da terra.
O ponto alto deste espírito de aldeia, acontece no mês de junho, quando o evento “Há Festa na Aldeia” abre as portas de Vilarinho de São Roque durante dois dias e convida os visitantes e a comunidade em geral a conhecer ou partilhar a vida da aldeia, participando em diversas atividades, como, por exemplo, uma refeição especial, cozinhada e servida pelos habitantes que abrem as as portas das suas casas; jogos tradicionais; passeios; exposições; visitas aos moinhos de água, etc.
A classificação como “Aldeia de Portugal” atribuída em 2012 pela rede “Aldeias de Portugal” em parceria com a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, veio reforçar os laços entre os membros da comunidade e promover um maior envolvimento dos seus habitantes nas tomadas de decisão. Foi assim que se identificou o “coreto”, hoje degradado, inseguro e a necessitar de uma intervenção urgente, como espaço comum e central para para a vida da aldeia, a partilha de práticas associadas à vida rural e à promoção das tradições e dos produtos locais. O Município de Albergaria-a-Velha deu ouvidos a esta necessidade e avançou com a requalificação do coreto, com apoio do PDR2020, através de uma candidatura aprovada pelo GAL Aveiro Norte.
Vilarinho de São Roque quer assim posicionar-se como uma aldeia rural com vida, capaz de proporcionar aos seus habitantes e visitantes a energia que vem do interior de uma ruralidade e cultura popular orgulhosa e assumidamente viradas para o futuro.
Projeto apoiado pelo Grupo de Ação Local Aveiro Norte no quadro da Abordagem LEADER do PDR 2020, divulgado na Brochura "54 projetos LEADER 2014-2020 para o desenvolvimento dos territórios rurais" (as páginas deste projeto estão disponíveis para consulta ou download em anexo a este artigo).
Documentos Anexos:
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]