Relatório da Comissão avalia situação demográfica da União Europeia

2020-06-23

A Comissão Europeia acaba de divulgar um relatório que avalia a recente evolução e atual situação demográfica da União Europeia que revela que, de modo geral, os europeus vivem mais tempo, têm menos filhos e famílias mais pequenas, estão mais envelhecidos e vivem cada vez mais em cidades. O relatório mostra também diferenças bastante consideráveis entre as regiões, que evidenciam desigualdades a nível de emprego, cuidados, serviços e acessibilidades.

Destaca-se do relatório a perda de população nas áreas rurais, sobretudo nos países bálticos, na Bulgária, Croácia, Hungria e Portugal, onde algumas regiões perderam mais de 10% da população entre 2011 e 2019. No caso português essa situação verificou-se no Alto Alentejo. Por outro lado a população a residir em cidades cresceu na generalidade dos países, abrangendo as áreas urbanas já 40% da população europeia em 2019 (21% residem em áreas rurais e 39% em áreas intermédias).

Relativamente às áreas rurais o relatório destaca os menores custos de vida, a menor poluição e outros fatores que deveriam traduzir-se numa melhor qualidade de vida nesses territórios, mas reconhece a existência de fatores que impedem que isso suceda, nomeadamente a nível da acessibilidade a serviços públicos e privados, que contribuem para a redução do número de residentes, para o abandono das terras, o aumento do risco de incêndios, a incapacidade de fixação de jovens, de renovação geracional, de atração de investimento e de criação de emprego.

São também destacados os riscos e oportunidades das alterações demográficas para a democracia na União Europeia. A Comissão considera que é necessário garantir que os sistemas de governo e participação da União são dinâmicos, resilientes, inclusivos e representativos da diversidade da sociedade, permitindo identificar os problemas e encontrar soluções de uma forma conjunta e participada.

Este relatório dá início aos trabalhos da Comissão sobre a questão das alterações demográficas, os seus impactos e as respostas a dar e serve de base para o próximo Livro Verde sobre o Envelhecimento e a Visão de Longo Prazo para as Zonas Rurais.

O relatório encontra-se disponível aqui (para já apenas em Inglês).


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]