Góis
A Quinta Casal de Bordeiro, constituída por dois jovens agricultores, Catarina Sá e Ricardo Ventura, ocupa uma área com cerca de 11 hectares, dos quais quatro são de cultivo de pequenos frutos – mirtilos, framboesas e bagas goji –, em modo de produção biológico.
A criação da exploração agrícola de pequenos frutos resulta de uma candidatura de jovem agricultor em primeira instalação que está em fase final de execução. Na senda do projeto original, os dois jovens agricultores à frente da Quinta Casal de Bordeiro optaram por investir na introdução de inovação e tecnologia na estrutura produtiva e no aumento da área cultivada, seguindo-se outra etapa, materializada numa unidade de produção artesanal de compotas, doces e desidratação de fruta que vem complementar e diversificar a atividade nuclear. Através do processo de transformação da fruta, a empresa aposta numa forma de evitar o desperdício e escoar a produção frutícola não comercializada, elevando a sua capacidade produtiva e financeira. A fruta é assim transformada num produto de valor acrescentado, com crescente aceitação e reconhecimento.
Além da realização de obras de beneficiação e adaptação de um imóvel para a instalação de uma cozinha e de uma sala de desidratação de fruta, dotada dos equipamentos industriais de produção, armazenamento e embalamento, o projeto aprovado pelo GAL ADIBER/Beira Serra14-20, prevê a conceção de uma imagem corporativa, o desenho de rótulos, a construção e desenvolvimento de um website, como meio de projeção de vendas, visibilidade e notoriedade.
A criação de uma unidade de agroturismo afigura-se como o próximo passo destes jovens empreendedores, que reclamam discriminação positiva face à dificuldade de ser empresário em pequenas localidades.
Projeto apoiado pelo Grupo de Ação Local ADIBER, no quadro da Abordagem LEADER do PDR 2020, divulgado na Brochura "54 projetos LEADER 2014-2020 para o desenvolvimento dos territórios rurais" (as páginas deste projeto estão disponíveis para consulta ou download em anexo a este artigo).
Documentos Anexos:
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]