O DLBC precisa de uma reforma

2017-11-28

A Rede Europeia de iniciativas de base comunitária para as alterações climáticas e a sustentabilidade – ECOLISE comunicou à Comissão Europeia e ao Comité Europeu Social e Económico (CESE) a necessidade de alterar o principal instrumento financeiro de apoio ao desenvolvimento local ascendente para que se torne mais acessível às iniciativas locais.

Apesar de reconhecer que o Desenvolvimento de Base Local Comunitária (DLBC) é uma boa ferramenta para providenciar um apoio ajustado às realidades locais, a ECOLISE considera que ainda falta ultrapassar algumas barreiras, identificadas nomeadamente pelos membros da sua rede:

  • O DLBC não é acessível a todas as comunidades;
  • Muitos DLBC preferem apostar em atividades de desenvolvimento económico de curto prazo, do que investir em processos de transição de longo prazo;
  • Potenciais beneficiários têm dificuldade em aceder aos apoios DLBC, devido à falta de conhecimentos, de competências ou de experiência no que respeita aos apoios financeiros ao desenvolvimento local.

Para apoiar efetivamente acções comunitárias relacionadas com alterações climáticas e sustentabilidade, a rede ECOLISE recomenda vivamente que os futuros programas DLBC contemplem:

  • Acessibilidade a todas as comunidades (nas áreas rurais e urbanas) em toda a UE;
  • Integração da necessidade de transição para uma economia e sociedade de baixo carbono;
  • Inclusão de um tema prioritário sobre as comunidades sustentáveis;
  • Garantia que as iniciativas de base local relacionadas com as alterações climáticas e sustentabilidade fiquem representadas nos processos de governância local e de decisão, contribuindo para as estratégias de desenvolvimento local;
  • Orientação para resultados estabelecidos a nível da UE;
  • Apoio financeiro à animação, reconhecido como um elemento chave e uma mais-valia do Programa LEADER;
  • Provisão de níveis mais elevados de co-financiamento para projetos promovidos por organizações comunitárias;
  • Simplificação processual e administrativa.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]