Nações Unidas reconhecem o mérito da In Loco no combate à desertificação

2017-02-22

A Associação In Loco, a par de seis outras entidades - ADG21, CM Coruche, CM Mação, ISU, Universidade de Aveiro, VIDA – viu o seu trabalho distinguido ao mais alto nível com o título de Dryland Champions 2016 (Campeões das Zonas Áridas 2016). Assim, o decidiu a Comissão Nacional de Combate à Desertificação que, com a chancela da Organização da Nações Unidas, lhe atribuiu pelo segundo ano consecutivo este certificado de mérito. 

O trabalho desenvolvido pela In Loco na promoção das hortas urbanas no Algarve, na organização de circuitos curtos de produção e consumo de agro-alimentares e no combate ao desperdício alimentar, alicerçado em 28 anos de intervenção desta associação com e para as populações e entidades locais, no interior do Algarve, valeram-lhe este reconhecimento.

O Dryland Champions foi criado pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação em 2013, na sequência da Cimeira Rio+20, realizada em 2012, no Rio de Janeiro. O programa serve para distinguir atividades desenvolvidas por indivíduos e/ou organizações e empresas na promoção de práticas de gestão sustentável de solos (Sustainable Land Management – SLM).

“Eu sou parte da solução” é o lema desta iniciativa que quer concentrar a sua atenção nas pessoas, no compromisso e nos esforços desenvolvidos para melhorar os modos de vida das populações e as condições dos ecossistemas afetados pela desertificação e pela seca. Aliás, do próprio certificado consta "um reconhecimento especial à Associação In Loco por ser uma parte essencial da solução para o combate à degradação do solo, à desertificação e à seca".

Lista das organizações e personalidades reconhecidas como Campeões das Zonas Áridas 2016 em Portugal, pode ser consultada em anexo.

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Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





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