2015-12-21
Concluído e aprovado em Schärding, na Áustria, no passado dia 6 de novembro, o Manifesto Rural Europeu já se encontra disponível em 13 idiomas diferentes, e assume-se como uma base de trabalho com as comunidades rurais e com os diferentes órgãos governamentais com vista à preparação das políticas públicas para o período após 2020.
Na sessão de encerramento do encontro, o grupo de coordenação anunciou a intenção de dar continuidade à campanha Parlamento Rural Europeu nos próximos dois anos, chamando a atenção para propostas que constam do Manifesto Rural Europeu e trabalhando em estreita colaboração com os parceiros nacionais dos 40 países europeus que participaram nesta iniciativa, que conta com o lema "All Europe Shall Live!!! / Toda a Europa Deve Viver!!!".
Em diversos países, o Manifesto está a ser ativamente difundido por redes de organizações ligadas ao desenvolvimento rural, pela imprensa nacional e junto de responsáveis politicos, como ministérios e deputados.
A nível comunitário, os membros do grupo de coordenação do Parlamento Rural Europeu realizaram, no final de novembro, várias apresentações sobre os resultados do evento, com destaque para o Grupo de Diálogo Civil do Desenvolvimento Rural e a Assembleia Europeia das Redes Rurais, principal instância de governação da Rede Europeia de Desenvolvimento Rural, ambas presididas pela Comissão Europeia, que contam com a participação de representantes de muitas Organizações Não Governamentais europeias, ministérios da agricultura, autoridades de gestão e agências de paagamento dos PDR, Redes Rurais Nacionais e Grupos de Ação Local de todos os países da União Europeia.
O Parlamento Rural Europeu é uma iniciativa conjunta de três redes rurais pan-europeias: European Rural Community Alliance (ERCA); PREPARE Partnership for Rural Europe; e European LEADER Association for Rural Development (ELARD). Os membros destas redes distribuem-se em toda a EU, nos Balcãs ocidentais e nos países ocidentais do Mar Negro.
A campanha do PRE é realizada sob os auspícios do Secretário-Geral do Conselho da Europa, o deputado Thorbjørn Jagland e cofinanciada pela Comissão Europeia através do programa Europa para os Cidadãos.
Documentos Anexos:
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]