In Loco promove debate para a valorização do interior

2016-03-24

A Associação In Loco organizou um debate ao nível da região do Algarve com o objetivo de propor medidas à Unidade de Missão para a Valorização do Interior.

Esta Unidade de Missão foi constituída em janeiro de 2016 através de uma Resolução de Conselho de Ministros e tem como objetivo criar, implementar e supervisionar um Plano Nacional para a Coesão Territorial, bem como promover medidas de desenvolvimento do território do interior de natureza interministerial. O Plano para a Coesão Territorial interligar-se-á com o Plano de Descentralização que promoverá a valorização dos territórios de interior como espaços de produção, desenvolvendo a constituição de plataformas regionais para a empregabilidade, o intercâmbio de conhecimento aplicado entre os centros de I&DT e as comunidades rurais, e a valorização e promoção dos produtos regionais.

A In Loco convidou todos os municípios do Algarve com território em áreas de baixa densidade, a Direção Regional de Agricultura e Pescas, a Universidade do Algarve, a Comissão de Coordenação da Região do Algarve, as associações empresariais e florestais e as associações de desenvolvimento local com sede na região para um debate que ser realizou no salão nobre da Câmara Municipal de São Brás de Alportel.

I12644-INXLOCO.JPG

Os participantes levantaram problemas existentes no território rural e deram sugestões de forma a apoiar esta Unidade de Missão no seu trabalho de identificar as condições necessárias à prossecução de várias medidas e objetivos fixados no programa do Governo.

Esta iniciativa enquadra-se no ciclo de debates que decorrerão a nível nacional, promovidos com o apoio do Fórum Cidadania & Território.

Na sequência deste debate, a In Loco recolhe, até 8 de abril, contributos (para geral@in-loco.pt), que devem refletir propostas concretas e inovadoras, tendo por base o que “já existe” e a identificação do que “é necessário mudar”, devendo centrar-se em torno de medidas/instrumentos de política exequíveis, realistas e, de preferência, implicarem poucos recursos financeiros.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]