In Loco lança publicação sobre o futuro do uso da água no Algarve

2024-08-30

Na semana em que comemora o 36.º aniversário, a Associação IN LOCO edita um novo número da Revista “REDE”. 

As alterações climáticas estão a modificar drasticamente o padrão climático do Algarve, tornando os invernos menos chuvosos e os verões ainda mais quentes e secos. Esta situação compromete a recarga dos aquíferos e reduz a disponibilidade de água, afetando a população residente, o turismo e a agricultura, pilares fundamentais da economia regional. 

Com o objetivo de debater soluções para a crise hídrica, no final de 2022, a In Loco organizou um ciclo de webinários intitulado “Água: Estratégias Bipolares a Sul”. Dada a importância que a temática tem, algumas das apresentações foram agora compiladas nesta edição da revista REDE | Reflexões in Oportunas. 

Os diversos oradores, de diferentes áreas e entidades, com experiências distintas e diversas visões, que representam autarquias, academia, serviços públicos, agricultores, organizações não governamentais, escolas e empresários do sector do turismo, convidam-nos a uma reflexão. 

A resposta à crise hídrica no Algarve exige uma abordagem multifacetada, integrando inovação, eficiência e sustentabilidade. É crucial equilibrar o desenvolvimento económico com a conservação ambiental para assegurar o bem-estar das gerações futuras. 

A escassez de água representa um desafio crescente para a região, com impactos significativos na economia e na vida quotidiana. O aumento da população durante o verão e a elevada dependência da agricultura e pecuária de irrigação exacerbam o problema. Para enfrentar este cenário, é essencial modernizar a infraestrutura hídrica, promover práticas agrícolas sustentáveis e sensibilizar a população para o uso responsável da água.

Aceda à publicação aqui.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]