II Parlamento Rural Europeu: Um acordo justo para as comunidades rurais da Europa.

2015-11-04

A Federação Minha Terra junta-se à população rural de 40 países, para o segundo Parlamento Rural Europeu, que decorre em Schärding (Áustria), entre os dias 4 e 6 de Novembro, com o objetivo da exigência de um acordo justo para comunidades rurais na Europa.

O intuito da campanha, lançada por três redes rurais europeias, e que decorreu durante um ano em 40 países, é fortalecer a voz das populações rurais, para garantir que os seus interesses são refletidos nas políticas nacionais e europeias, e para promover a entreajuda e a cooperação entre as comunidades rurais.

Com a participação de 250 pessoas, serão debatidos os principais temas decorrentes da campanha e definido um Manifesto Rural Europeu que estabeleça uma agenda com as políticas e ações relevantes a desenvolver nos próximos anos.

Os temas em discussão no Parlamento Rural Europeu incluem:

  • A grande preocupação das pessoas em muitas regiões rurais sobre as limitações da economia rural, a falta de bons empregos, a perda de população jovem, a redução de serviços rurais, o sofrimento dos mais velhos, a pobreza e a exclusão social da população desfavorecida e das minorias étnicas;
  • O direito das comunidades rurais a uma qualidade de vida e a um padrão de vida igual à das populações urbanas, e o direito à plena participação nos processos políticos;
  • Uma visão para o futuro das comunidades rurais, inclusivas e sustentáveis, apoiada por economias rurais diversificadas e pela gestão efetiva das paisagens e do património cultural.

Serão ainda abordadas duas questões com grande impacto na atualidade: as alterações climáticas e os refugiados.

O Parlamento Rural apelará a uma nova e inovadora parceria entre a população rural e os governos, de forma a inverter a espiral descendente em muitas áreas rurais; permitir que os jovens encontrem uma vida no campo;  combater a pobreza e a exclusão; e para construir um futuro positivo para milhões de explorações agrícolas e empresas rurais, pequenas ou familiares.

A campanha do Parlamento Rural Europeu em Portugal foi organizada pela Federação Minha Terra. Regina Lopes, Presidente de Direção, referiu: "Estamos muito satisfeitos por participar neste exercício pan-Europeu porque é muito importante que as comunidades rurais sejam ouvidas na definição das políticas e soluções para os seus territórios. Os habitantes dos territórios rurais e as organizações que os representam têm de ser considerados parceiros na construção dessas soluções, pois são quem melhor conhece a realidade e quem melhor pode participar na implementação local das medidas e ações. A nossa delegação irá levar ao Parlamento Rural Europeu as conclusões do processo de consulta promovido pelas Associações de Desenvolvimento Local portuguesas, contribuindo para reunir boas ideias de toda a Europa sobre como promover os interesses das populações rurais".

Mais informações em: www.europeanruralparliament.com.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]