
Nov. 2004
24 a 27 de Novembro de 2004
Centro de Convenções de Pernambuco, Olinda
A Expo Brasil Desenvolvimento Local deste ano foi a terceira edição de um evento que tem reunido, ao longo dos anos, pessoas e instituições interessadas em conhecer, debater e impulsionar iniciativas. Entre os dias 24 e 27 de novembro, estiveram presentes em Olinda (PE) cerca de cem organizações e mais de duas mil pessoas, envolvendo organismos internacionais, ministérios e agências governamentais, representantes de prefeituras e governos estaduais, organizações da sociedade civil, empresas e fundações empresariais, pesquisadores, agentes de desenvolvimento e membros de fóruns locais, além de convidados de diversos outros países. A Expo promoveu, ao longo dos quatro dias, palestras, painéis, oficinas e uma feira de projetos, produtos e serviços associados ao tema. O desenvolvimento sustentável, a respondabilidade social, as Agendas 21 Locais, o comércio ético e solidário e a capacitação das organizações locais são alguns dos aspectos que merecem especial atenção na edição deste ano.
Portugal esteve representado com uma importante delegação e várias comunicações. No dia 25 de Novembro, numa sessão moderada por Caio Silveira, coordenador da Rede DLIS, que já participou no seminário «Estender as redes da cooperação» realizado em Sesimbra em Maio de 2003, Francisco Botelho apresentou a comunicação «Virtudes e limitações do modelo LEADER - Participação cidadã», Rui Batista (Chefe de Projecto do Programa LEADER+ em Portugal - IDRHa) explicou a «A evolução da política de desenvolvimento rural na Europa - o programa LEADER e as novas perspectivas após 2006»
No dia 26 num painel designado «Desenvolvimento local e cooperação internacional em língua portuguesa», Ana Souto (DUECEIRA) apresentou o projecto «Cooperar em Português», desenvolvido entre vários Grupos de Acção Local portugueses e ONG brasileiras, no âmbito do programa LEADER+.
No último dia, num painel específico diversas Associações de Desenvolvimento Local de Portugal apresentaram projectos e interesses de cooperação com entidades brasileiras.
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]