Doces dias em Abrantes

2016-09-29

De 28 a 30 de outubro, a Feira Nacional de Doçaria Tradicional vai estar patente no antigo Mercado Municipal de Abrantes. À já habitual degustação de iguarias feitas à base de ovos, açúcar e farinha, junta-se um leque de atrações, com destaque para confeções de doces, oficinas de doces abrantino e peças de teatro de fantoches, concebidos por crianças, e obtém-se a 15ª edição desta feira.

A doçaria de raíz abrantina pode se orgulhar dos seus Mulatos, Limas, Castanhas Doces, Lampreias de Ovos, Broas de Mel, Palha de Abrantes e Tigeladas. Contudo só as Broas de Mel, a Palha de Abrantes e as Tigeladas são assumidamente reconhecidas como sendo abrantinas. Para manter vivo o sabor e o saber de antigas receitas, o Chef Fernando Correia, da Pastelaria Tágide, vai orientar duas oficinas de confeção de Mulatos e Castanhas Doces.

Entre os pesos pesados da doçaria tradicional, confirma-se, desde já, a presença dos Ovos-Moles de Aveiro, das Queijadas de S. Gonçalo, das Lérias, dos Foguetes e das Brisas do Tâmega de Amarante, do Pão-de-ló de Ovar, do Pão-de-ló e das Cavacas de Margaride, das Malassadas da ilha dos Açores, dos Bolos de Mel da Madeira, do Bolo Fidalgo e do Pão de Rala do Alentejo, das Cornucópias de Alcobaça, das Cristas de Galo e dos Pitos de Santa Luzia de Vila Real, dos Rebuçados de Ovo de Portalegre, e das incontornáveis Palha de Abrantes, Tigeladas e Broas de Mel. Todos resultam de 'alquimias' cozinhadas nos conventos do País, de Norte a Sul e Ilhas. Reza a lenda que frades do Convento de S. Domigos e freiras de Santa Clara, inspirados nos vestígios flutuantes no rio Tejo, provenientes do transporte de palha do Alentejo para Lisboa, no século XVI, engendraram a Palha de Abrantes.

Enquanto as lendas alimentarem as mentes e os doces a gula, a Feira Nacional de Doçaria Tradicional vai continuar, a cada edição, a contribuir para a promoção e valorização do território, em conformidade com os objectivos da Câmara Municipal de Abrantes e da TAGUS – Associação de Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior.

Resta referir que vai haver dois eventos ‘fora da caixa’ – um trail urbano noturno "O Palhinhos" e um passeio em BTT "Na Rota da Palha" –, promovidos pelas respetivas entidades dinamizadoras, COA – Clube de Orientação e Aventura e Branquinhos do Pedal.

Para mais informações: www.cm-abrantes.pt e www.tagus-ri.pt


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]