2013-12-04
No momento em que a maioria dos projetos de cooperação interterritorial e transnacional chega ao fim, a Rede Rural Nacional/Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural e a Federação Minha Terra organizam um seminário para debater as perspetivas da Cooperação LEADER no período de programação 2014-2020.
Organizado em dois painéis – dedicados ao ponto de situação e balanço da cooperação no período 2007-2013 e ao debate sobre a cooperação LEADER (fatores facilitadores, condicionantes, boas práticas e o seu contributo para o desenvolvimento dos territórios) – irá reunir uma centena de participantes, no Hotel Eurosol, em Alcanena, na próxima quarta-feira, 11 de dezembro.
O seminário, de encerramento do projeto Territórios Rurais em Rede II, visa também apresentar e divulgar resultados e produtos da cooperação LEADER e refletir sobre os instrumentos de monitorização e avaliação de projetos de cooperação desenvolvidos pelos Grupos de Ação Local (GAL).
Os 20 anos de experiência LEADER em Portugal são reveladores do importante papel dos projetos de cooperação no desenvolvimento dos territórios rurais e da relevância da cooperação nas Estratégias Locais de Desenvolvimento, implementadas pelos GAL.
As motivações que levam os GAL a desenvolver esta abordagem são várias mas entre as principais contam-se a partilha de conhecimento e experiências, e alcançar escala e complementaridades. Os grandes temas da cooperação são, num sentido abrangente, os produtos locais, o turismo e as metodologias de trabalho em Desenvolvimento Local.
A fim de divulgar esta intervenção de trabalho em conjunto de pessoas e entidades de diferentes territórios, a Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural e a Federação Minha Terra editaram, com apoio do Programa Para a Rede Rural Nacional, a publicação “Cooperação LEADER – Avaliação, monitorização e repertório de projetos”, que será apresentada em Alcanena.
Durante o seminário estará ainda patente a exposição “Cooperação LEADER 2010-2013” que, à semelhança da publicação, ilustra bem a diversidade de temáticas, objetivos e dimensão (financeira e das parcerias) da cooperação LEADER, que requer um enquadramento regulamentar flexível que promova o aparecimento e a experimentação de novas soluções de desenvolvimento adaptadas às necessidades dos territórios rurais e instrumentos de monitorização e avaliação adequados ao nível dos GAL.
Documentos Anexos:
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]