2022-10-26
A Comissão da Agricultura e Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu (AGRI) aprovou, no dia 25 de outubro, o rascunho de uma resolução sobre a “Visão de Longo Prazo para as Zonas Rurais”. No documento, cuja relatora foi a eurodeputada portuguesa Isabel Carvalhais, é assinalada a necessidade de definição imediata de medidas de política comunitárias e nacionais adequadas para fazer frente aos desafios que as zonas rurais da União Europeia enfrentam.
O rascunho da resolução, que deverá ser votado em sessão plenária do Parlamento Europeu no próximo mês de dezembro, chama a atenção para os problemas de perda de população, pobreza, falta de oportunidades de trabalho, de serviços e de infraestruturas (em particular de saúde e educação) e para a deficitária conetividade nas áreas rurais. Para fazer frente a estes desafios a Comissão AGRI pede investimento público e sugere a aposta em novas soluções que podem constituir oportunidades para as zonas rurais, como seja a promoção do teletrabalho.
A Comissão AGRI pede uma melhor articulação entre os diferentes Fundos e a definição de financiamento específico para as áreas rurais, sendo sugerida a possibilidade de definição de uma contribuição específica do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) e do Fundo de Coesão, sendo também pedida uma maior sinergia entre Programas e a criação de mecanismos adequados de acompanhamento e monitorização da implementação das políticas e da aplicação do financiamento.
Por fim, a Comissão AGRI chama ainda a atenção para o descontentamento existente entre as populações rurais, que consideram que as suas necessidades não são atendidas com as atuais políticas e processos de definição e implementação. Para fazer frente a esta realidade é defendida a implementação de políticas e medidas de forma “bottom-up”, descentralizadas e de base comunitária, que envolvam os atores locais.
Para mais informações clique aqui.
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]