Cidadelhe, Pinhel
Datado de 1707, o Pálio de Cidadelhe é uma peça religiosa de veludo carmesim típico de Veneza, de mais de três metros, bordada a ouro, prata e seda. Desde sempre, o Pálio tem sido religiosamente guardado pelos habitantes da aldeia, mantendo-se em segredo o seu paradeiro exato.
Consciente do constrangimento que causava entre a comunidade, e na esperança de tornar o Pálio de Cidadelhe num novo ponto de atração turística não só da aldeia que integra o Parque Arqueológico do Vale do Côa, mas também do concelho de Pinhel no seu todo, a autarquia decidiu avançar com o projeto da “Casa-Forte de Cidadelhe”. Recorrendo a um apoio da Medida leader do PDR 2020, através do GAL Castelos do Côa, a autarquia reconstruiu e reabilitou uma casa anteriormente em ruínas, adaptou-a para um espaço museológico de exibição pública e conservação do Pálio em local seguro.
O Pálio de Cidadelhe ganhou assim uma visibilidade renovada na medida em que a Casa-Forte está provida de todas as condições para quem visita o Pálio, nomeadamente um equipamento de visualização digital em pormenor, que permite ver o bordado a ouro projetado numa televisão instalada no mesmo espaço.
Hoje em dia, o Município de Pinhel já promove visitas guiadas ao local, organizadas pelo departamento cultural dos serviços municipais, em interligação com o Posto de Turismo e o Centro Difusor de Informação Turística
Projeto apoiado pelo Grupo de Ação Local Castelos do Côa no quadro da Abordagem LEADER do PDR 2020, divulgado na Brochura "54 projetos LEADER 2014-2020 para o desenvolvimento dos territórios rurais" (as páginas deste projeto estão disponíveis para consulta ou download em anexo a este artigo).
Documentos Anexos:
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]