"Agricultura Familiar no Alto Minho"

2015-01-12

O seminário, organizado pela ADRIMINHO, em Vila Nova de Cerveira, contou na sessão de abertura com a presença do Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira de Brito, que destacou a agricultura familiar como uma atividade económica com potencial de desenvolver o país.

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No encontro, realizado a 9 de dezembro, em parceria com a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo e o Município de Vila Nova de Cerveira para assinalar o Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF) 2014, Nuno Vieira de Brito garantiu que um dos grandes objetivos do Governo é “o rejuvenescimento do sector agrícola”, através da disponibilização de um forte investimento a curto-prazo e da captação de mais jovens para a agricultura que, assegurou, “aparecem de todas as áreas profissionais com uma vontade firme e com muita inovação, contribuindo para uma nova agricultura, mais competitiva, mais dinâmica e muito mais diversificada”.

Sublinhando a importância da agricultura para o crescimento de novas oportunidades no Alto-Minho, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, destacou uma nova mentalidade dos agricultores e jovens agricultores, e o dirigente da ADRIMINHO, Manoel Batista Pombal, defendeu a importância da abertura dos mercados do sector agrícola à economia. “A agricultura familiar representa um contributo fundamental para a economia do território, “mas não pode ser encarado como um regresso ao passado, a uma agricultura de subsistência. Tem de ser uma agricultura com inovação”, afirmou.

A presidente da Escola Superior Agrária do IPVC, Ana Paula Vale, referiu que a região dispõe de características muito próprias a nível agrícola, alertando para a necessidade da preservação dos recursos endógenos e para a valorização e certificação dos produtos, competindo com uma produção de qualidade e uma política de incentivo à fixação dos jovens com a criação de empresas.

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O seminário, contando com a presença de cerca de 50 agricultores e técnicos, decorreu ao longo de todo o dia com inúmeras comunicações e apresentações distribuídas por três painéis: Conferência Slow Food, Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020 e Agricultura Familiar: Uma Visão de Futuro. Este último painel contou com a presença de Vítor Barros, antigo Secretário de Estado do Desenvolvimento, que evidenciou a importância da Agricultura Familiar nos territórios rurais, na sua dinâmica económica e social, mas também como essencial na manutenção da paisagem e dos ecossistemas rurais.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]