2.ª Edição “Terra Viva” chega ao fim

2014-11-18

O último programa foi para o ar na passada segunda-feira, 17 de novembro, com uma reportagem com a presidente da MINHA TERRA, Regina Lopes, dedicada à “Abordagem LEADER” e aos desafios do futuro Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC).

No último programa de rádio “Terra Viva” , a presidente da MINHA TERRA salientou os contributos da “Abordagem LEADER” do Eixo 3 do PRODER, que entre 2007-2013 foi responsável pelo apoio à criação de cerca de 7.300 postos de trabalho em microempresas, serviços básicos para a população, iniciativas turísticas e preservação do património.

No entanto, Regina Lopes assinalou que, entre as associações de desenvolvimento local (ADL) existe o receio que o novo programa comporte uma tendência para “tornar outra vez mais centralizada a decisão. Uma decisão que regressa aos grandes espaços da administração central e nós consideramos que isso é grave para a produtividade que esta metodologia encerra”. Para contornar esta dificuldade, a presidente da MINHA TERRA defende que a solução será que “deixem que os territórios se envolvam na causa pública e tomem decisões sobre o seu futuro, que é isso que fazemos há mais de 20 anos”.

Ao longo de oito semanas, o “Terra Viva” deu a conhecer 23 projetos apoiados por associações de desenvolvimento local, nos seus territórios, no âmbito da “Abordagem LEADER”. Iniciativas de animação turística, turismo de natureza, enoturismo e turismo em espaço rural, microempresas em áreas diversas como os derivados de mel ou doçaria, preservação do património histórico e arquitetónico, apoio domiciliário a idosos e pessoas com mobilidade reduzida, investigação e pesquisa nas áreas do agroalimentar e pecuária, divulgação e distribuição de produtos, restauração e espaço de comercialização de produtos locais, mostraram a diversidade geográfica e setorial de iniciativas e foram exemplo dos sucessos e dificuldades destes projetos, desenvolvidos no quadro da intervenção integrada das ADL.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]