1º Encontro de Aldeias de Portugal do território da ADICES

2024-05-16

A ADICES organizou o 1º Encontro de Aldeias de Portugal do seu território, no dia 11 de maio, em Oliveira do Conde, numa partilha de experiências, boas práticas e aprendizagem de novas estratégias de dinamização e trabalho comunitário. Oliveira do Conde, Macinhata do Vouga, Couto de Mosteiro, Marmeleira e Jueus, todas classificadas como Aldeias de Portugal, comungam a ruralidade e o espirito comunitário.

O Encontro iniciou-se com uma visita guiada a Oliveira do Conde, às suas casas senhoriais, ao Pelourinho, à Igreja Matriz e ao túmulo de Fernão Gomes de Gois (monumento nacional), tendo o grupo posteriormente seguido para umas das várias adegas existentes na freguesia, onde se realizou a reunião de trabalho.

Presidida por Miguel Torres, coordenador da ADICES, e com a participação de Márcia Mendes, diretora da A2S e vice-presidente da ATA- Associação Turismo de Aldeia, detentora da marca Aldeias de Portugal, a reunião iniciou-se com a apresentação da Estratégia de Desenvolvimento de Oliveira do Conde por parte de Carlos Bastos, presidente da Junta de Freguesia e dinamizador do grupo de trabalho, destacando a Festa das Colheitas, os fatores críticos de sucesso, bem como os desafios para o futuro.

Márcia Mendes apresentou a estratégia 2030 das Aldeias de Portugal, onde o foco continua a ser nas pessoas, no seu envolvimento enquanto comunidade, e na aposta nos recursos endógenos e diferenciadores, como o património edificado, a gastronomia, a paisagem natural e as práticas comunitárias como identidade rural.

Miguel Torres reforçou a importância deste projeto para a autoestima das populações, referindo que tem sido um processo extremamente enriquecedor, e que é um dos poucos projetos onde as Estratégias de Desenvolvimento das aldeias vêm de quem mais importa, de quem as habita, e isso faz toda a diferença.

O dia terminou na Festa do Bussaquito, realizada na Azenha em Oliveira do Conde, com a degustação do tradicional peixe do rio, onde se pôde vivenciar umas das mais simbólicas práticas comunitárias desta Aldeia de Portugal.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]