2011-08-28

6, 7, 8 e 9 de setembro 2011, Tavira
Sociedades em Transição, Construindo Comunidades Inclusivas a partir do Local. É o tema da 4ª edição da Universidade de Verão, numa organização da Associação IN LOCO, Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e Comissão de Inclusão Social e Democracia Participativa da United Cities and Local Governments (UCLG), apoiada pelo PRODER.
A Universidade de Verão 2011, a decorrer na Biblioteca Municipal de Tavira, propõe quatro temas fulcrais para quem acha que o futuro tem de ser construído em comum: Política, Sustentabilidade, Cidadania e Inclusão.
Perante os crescentes sinais de revolta, importa refletir sobre a nossa situação e escutar quem procura desenhar novos caminhos. Daí a perspetiva adotada: partir de experiências concretas e discutir como transformar potenciais problemas em soluções equilibradas, defende Artur Gregório, da IN LOCO.
Os oradores e moderadores convidados representam a riqueza e a diversidade de pontos de vista necessários ao processo de construção de uma sociedade mais equilibrada e sustentável, explica, destacando a participação de Salvör Nordal, Professora de Ética na Universidade da Islândia, que atualmente coordena um grupo de cidadãos comuns, democraticamente eleitos, que tem por missão reescrever a Constituição do país. «Vamos ter a oportunidade de compreender os processos de reinvenção da democracia na Islândia, como caminho escolhido para enfrentar a crise soberana».
Partilhar experiências é uma constante ao longo dos quatro dias. Além da rotura islandesa com a ordem dominante e o exemplo de uma cidade inglesa que se auto-organiza no sentido de construir uma sociedade pós-petróleo, estão previstas várias mesas-redondas sobre a situação portuguesa, nomeadamente experiências de transição em meio urbano e em meio rural. O objetivo é, cada vez mais, «fazer deste encontro um espaço de reflexão e debate, em que os participantes são chamados a pensar e a desenhar formas de ação». Até porque, sublinha Artur Gregório, este é um encontro para pessoas «inquietas».
O programa da Universidade de Verão 2011, disponível na página de Internet da IN LOCO, termina com uma visita à ilha de Tavira?
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]