Sessão de Capacitação "Atividades Artesanais e Criativas: Inquietações e caminhos de futuro”

2026-03-16

No passado de 1 de março, o Parque Municipal de Exposições de Vila Flor foi o palco de um debate essencial para o futuro do artesanato na região de Trás-os-Montes e do Douro Superior. A sessão, inserida na estratégia da incubadora Nordeste_in — Centro para o Empreendedorismo de Impacto, reuniu 26 artesãos focados em superar os desafios do setor.

 

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A sessão teve início com as intervenções da Coordenadora Executiva da Desteque em representação da parceria Nordeste_in e do Presidente da Câmara Municipal de Vila Flor, que reforçaram o apoio institucional à valorização do saber-fazer local e à criação de oportunidades para os criativos do território.

O debate foi enriquecido pelo acompanhamento técnico e especializado de Graça Ramos, Presidente da Associação Portugal à Mão, que trouxe a sua vasta experiência na salvaguarda das artes e ofícios e animadoras das associações de desenvolvimento local DESTEQUE, CoraNE e Douro Superior, que facilitaram a discussão e a recolha das principais conclusões.

Foram identificados problemas consensuais como o custo elevado das matérias-primas e da mão de obra, bem como a falta de pontos de venda e promoção eficazes. Há um forte interesse e prioridade na criação de uma Associação ou Rede Colaborativa que represente o setor de forma robusta.  Surgiu o apelo para integrar as artes e ofícios em programas escolares e cursos profissionais para garantir o futuro da classe e uma sugestão de criar um espaço dedicado à exposição e venda do artesanato em cada município, reforçando a identidade dos territórios e também a criação de um “selo” identificativo.

A sessão permitiu traçar um roteiro claro de necessidades e uma vontade renovada de fazer o setor artesanal crescer, já com certezas dos próximos passos, que iram passar por futuras capacitações: Criação de Associação, Obtenção da Carta de Artesão e Marketing Digital direcionado para o setor.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]