2017-11-15
O terceiro seminário europeu sobre Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC) decorreu no noroeste da Hungria, na cidade de Györ, de 8 a 10 de novembro. Mais de 150 agentes DLBC do nível local, regional, nacional e europeu, responderam presente ao apelo das quatro Direções-Gerais de Comissão UE que gerem fundos europeus estruturais e de investimento (FEEI). Portugal participou através da Autoridade de Gestão do Programa Operacional Regional do Alentejo, da Federação Minha Terra, da ADER-AL, da A2S, da Rede DLBC Lisboa, e do GAL Pesca ecoMAR.
Sob o mote “A capitalização das experiências DLBC – Construir comunidades locais resilientes”, o programa do seminário comportava nomeadamente sessões plenárias, rondas de workshops e visitas a projetos de desenvolvimento local em contexto rural e urbano. Em foco estiveram as questões da gestão e da avaliação no DLBC orientado para resultados, da cooperação e partilhas de experiências, cujas abordagens geraram propostas, alertas e desafios, numa importante oportunidade para contribuir para a melhoria da conceção e implementação do DLBC.
No último painel do seminário, dedicado ao futuro do DLBC, Luís Chaves, coordenador da Federação Minha Terra, representou a ELARD – European LEADER Association for Rural Development. O painel também contou com as opiniões de Roman Haken do Comité Económico e Social Europeu, Petr Osvald do Comité das Regiões, John Grieve do Ponto de Contacto da Rede Europeia de Desenvolvimento Rural e da FARNET e Judit Törökone Rózsa da Direção-Geral da Política Regional e Urbana. O painel começou por reagir a uma intervenção de Peter Ramsden que relacionou o DLBC com a Inovação Social, e aprofundou o debate apresentando os desafios que se colocam ao DLBC para o próximo período de programação. Um maior envolvimento dos atores em todas as fases, uma maior simplificação de procedimentos e uma maior alocação de recursos foram alguns dos recados dados à Comissão Europeia, que ripostou solicitando aos GAL capacidade para demonstrar o valor acrescentado do seu trabalho e do instrumento DLBC.
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]