2011-03-03

O presidente da ELARD, Petri Rinne, reuniu-se, a 22 de Fevereiro 2011, com o Gabinete do Comissário Europeu de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Dacian Ciolos, para apresentar as posições sobre o futuro do LEADER nas políticas de desenvolvimento rural, como ferramenta essencial para atingir os objectivos da Estratégia Europa 2020.
A reunião centrou-se na apresentação da ELARD e dos seus objectivos, assim como das posições recentemente tomadas sobre a reforma da PAC e o relatório do Tribunal de Contas Europeu sobre o LEADER.
Os representantes do Gabinete reafirmaram o empenho do Comissário na manutenção do LEADER no seio da PAC e na certeza de um futuro promissor. Informaram ainda que a DG AGRI tem estado a trabalhar nos detalhes do futuro LEADER para que seja o mais operacional possível.
Face às dificuldades de comprovar o valor acrescentado do LEADER, a ELARD defendeu que deveria ser desenvolvido um sistema de indicadores mais fiáveis que reflectissem a variedade das estratégias dos Grupos de Acção Local e as necessidades locais, produzindo ainda dados quantitativos que possam ser recolhidos a nível nacional e europeu. O Gabinete do Comissário mostrou-se interessado e aberto às sugestões da ELARD sobre este assunto apresentado no quadro da consulta sobre a PAC.
As perspectivas de uma PAC em mudança prometem tentar voltar às raízes do LEADER, contudo o princípio de dotar os Estados-Membros de grande liberdade nas decisões de programação manter-se-á, o que poderá conduzir a situações muitos diversas e requer um acompanhamento atento com vista a uma abordagem LEADER reforçada.
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]