Plataforma de promoção e comercialização de produtos locais do Ribatejo Interior

2022-10-27

No próximo dia 9 de novembro, no Centro Cultural Gil Vicente, no Sardoal, a TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior e os Municípios de Abrantes, Constância e Sardoal vão fazer o lançamento oficial da plataforma de promoção da região e dos seus produtos locais. A Praça do Ribatejo Interior permite albergar os produtos do Ribatejo Interior, disponibilizando-os para venda em qualquer parte do País. 

A ideia surgiu em plena situação pandémica de COVID-19, quando os produtores locais enfrentavam dificuldades em escoar a sua produção, devido aos constrangimentos causados pela mesma, que obrigou ao cancelamento de feiras e mercados onde habitualmente marcavam presença, ao encerramento de estabelecimentos de restauração e de lojas, e ao condicionalismo nos horários de mercearias e supermercados. 

A Associação de Desenvolvimento Local de Abrantes, Constância e Sardoal, ainda desenvolveu uma campanha de divulgação dos contactos e dos produtos para apelar à população a consumir local, em que os próprios produtores levariam os artigos a casa de cada um, sob o mote “O Ribatejo Interior em sua Casa”. 

Dado o aparecimento de novas estratégias de comercialização e com a expansão das vendas online, a TAGUS reconhecendo a qualidade dos produtos do Ribatejo Interior, mas consciente que, isoladamente, os esforços dos pequenos produtores para alcançar potenciais clientes por esta via são demasiado grandes, candidatou-se à operação 10.2.1.4 – cadeias curtas e mercados locais, do Programa Nacional de Desenvolvimento Rural (PDR2020), inserida no Portugal 2020, cofinanciada pelo FEADER – Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural, para permite apoiar estes atores da sua área de intervenção no escoamento das suas produções por e-commerce, fomentando o contacto entre quem produz e quem consome, tornando os produtos mais acessíveis a qualquer parte do país. E assim contribuir para o desenvolvimento da economia regional. Como explica a técnica coordenadora da TAGUS, Conceição Pereira, “as compras online assumiram-se como uma opção, e até se tornou um hábito para muitos consumidores, que preferem esta ferramenta - a plataforma de vendas online - para comprar, porque nunca fecham, podem consultar ou analisar as características dos produtos, encomendar quando têm mais disponibilidade, e recebê-las comodamente em sua casa”. 

Para a operacionalização e o sucesso da plataforma, o projeto prevê, também, a aquisição de embalagens e outros materiais, que permitam escoar estes artigos, e uma estratégia de marketing, de modo a fomentar as vendas e a valorização dos mesmos. 

O sítio na Internet (https://praca-ri.pt) para a comercialização e promoção dos vinhos, cervejas, licores, azeites, queijos, enchidos, mel e outros doces (como compotas, marmeladas, bolachas, figos confitados, etc.) produzidos em Abrantes, Constância e Sardoal, será apresentado pelas 18h do dia 9 de novembro, no espaço “Cá da Terra”. 

Para Conceição Pereira, esta plataforma é também “uma oportunidade para que os pequenos produtores, sem capacidade para entrar em grandes circuitos de distribuição, tenham acesso a outro mercado. É, ainda, uma forma dos consumidores terem acesso aos produtos que são distinguidos em concursos nacionais e internacionais de diferentes temáticas. Recordo, por exemplo, o contacto do conhecido Chef Luís Baena com a TAGUS, no sentido de obter uma referência direta de um produtor nosso, para levar os seus produtos para o restaurante que, naquela altura, iria abrir em Londres”.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]