2021-03-08
O Comité Económico e Social Europeu (CESE) adotou na sessão plenária de 25 de fevereiro de 2021, uma resolução sobre o Envolvimento da Sociedade Civil Organizada nos Planos Nacionais de Recuperação e Resiliência, com base em consultas realizadas nos 27 Estados-Membros da União Europeia.
A resolução apresenta algumas conclusões , mas também preocupações e reivindicações dos parceiros sociais e das organizações da sociedade civil relativamente ao conteúdo dos Planos Nacionais de Recuperação e Resiliência.
Relativamente aos processos de consulta aos parceiros sociais e às organizações da sociedade civil no âmbito dos PNRR, “o CESE considera que, na maioria dos Estados-Membros, estão longe de ser satisfatórios no tocante às reivindicações justificadas da sociedade civil e até mesmo no tocante às regras estabelecidas”. O Comité considera que “a participação efetiva ocorre quando, nos processos de consulta formais assentes em normas jurídicas e em procedimentos públicos e transparentes, as organizações da sociedade civil são devidamente informadas através de documentos escritos, têm tempo suficiente para analisar as propostas do governo e elaboram as próprias propostas, que são tidas em conta ou recusadas com a devida fundamentação”.
O CESE sustenta que “a forte participação dos parceiros sociais e das organizações da sociedade civil, geralmente, assegura mudanças com um caráter ascendente, sustentáveis e eficazes” e defende que “as organizações da sociedade civil também têm de ser tidas em conta na execução dos planos, uma vez que estas prestam muitos dos serviços sociais”.
Nesta resolução, o Comité partilha também algumas preocupações e reivindicações dos parceiros sociais e das organizações da sociedade civil, nomeadamente sobre a coerência dos investimentos “com os objetivos do Pacto Ecológico e da transformação digital – e as transições justas conexas –, assim como os relacionados com vulnerabilidades sociais nacionais, emprego, saúde e proteção social” e com a elegibilidade de projetos de PME e de empresas da economia social, entre outras.
O texto integral da resolução está disponível em anexo.
Documentos Anexos:
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Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]