Nova edição do Pessoas e Lugares

2014-10-14

Focado na cooperação no Alentejo e em particular no Alentejo Central, este número do jornal Pessoas e Lugares – resultado de uma parceria entre a Federação Minha Terra e o MONTE, ACE – evidencia a importância da cooperação para o desenvolvimento dos territórios rurais.

Ferramenta determinante na forma de “fazer desenvolvimento local”, a cooperação tem-se revelado essencial “por permitir viabilizar e potenciar inúmeras iniciativas, que de forma isolada não teriam condições para emergir ou se consolidar, e por produzir conhecimento determinante para a sustentabilidade das organizações locais e para a estruturação dos territórios”, refere Regina Lopes no Editorial.

Depois de mais de 20 anos de intervenção, a cooperação no contexto da abordagem LEADER evoluiu e hoje novos desafios se colocam aos diferentes interlocutores, nomeadamente, aos Grupos de Ação Local (GAL), que desde a primeira hora têm protagonizado iniciativas promotoras do trabalho em rede, aproximando pessoas e organizações.

Salientando a componente da inovação, “essencial na cooperação”, a diretora do Pessoas e Lugares aponta para o surgimento de “novas temáticas com elevados níveis de complexidade”, a que os GAL devem responder “estabelecendo parcerias com centros de investigação e de produção de conhecimento essenciais no desenho de novas soluções”.

Centrada na experiência de cooperação do MONTE, ACE, esta edição do Pessoas e Lugares dá um olhar sobre o Alentejo Central, mas também de territórios mais distantes, como Cabo Verde e Guiné-Bissau, onde alargou a sua intervenção, através de vários textos de Opinião e depoimentos que justificam a escolha do tema.

Em entrevista, Teresa Pinto Correia, professora da Universidade de Évora e Presidente do Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas (ICAAM), analisa as transformações que os espaços rurais têm sofrido, fala da ausência de estratégias e defende a necessidade de se apostar mais na investigação aplicada.

O tema enquadra também a habitual rubrica Rotas, dando a conhecer uma rota de cooperação que tem o sabor da descoberta e fruição do território Alentejo Central. Uma rota centrada na iniciativa dos agentes locais, na capacidade de se organizarem em torno de projetos diferentes ou invulgares, desenvolvidos e promovidos em parceria, que conjugam a vontade e o esforço de várias entidades e pessoas, espelhando a forte dimensão da cooperação neste território, onde prevalece a convicção de que só através da ação conjunta se conseguirá perspetivar estratégias eficazes, válidas e com reais benefícios para todos.

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Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]