2022-04-21
Decorreu no passado dia 11 de abril, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Montalegre, o último grupo focal com agricultores no âmbito do projeto “Agricultura Familiar: Organização, Cooperação e Linhas Estratégicas”. A sessão permitiu identificar e discutir as expetativas e os constrangimentos dos agricultores da região do Barroso.
Após a apresentação dos objetivos do projeto e da sessão e da apresentação e esclarecimento de dúvidas sobre o Estatuto da Agricultura Familiar, designadamente sobre os requisitos de adesão, os procedimentos e as vantagens, a reunião prosseguiu com a discussão sobre as temáticas identificadas nos inquéritos promovidos pela parceria do projeto entre maio e julho de 2021, em particular sobre o acesso à terra, os apoios públicos à agricultura, o escoamento dos produtos e a organização da produção. Num território marcado pela produção animal, em particular de bovinos, foi notada uma elevada importância dos baldios, para os quais os produtores pedem uma maior atenção e alargamento dos apoios.
A organização deste grupo focal, o último de seis, realizados em todas as regiões de Portugal Continental, contou com o apoio da ADRAT - Associação de Desenvolvimento da Região do Alto Tâmega e da Câmara Municipal de Montalegre. A reunião teve a cobertura noticiosa da Rádio Montalegre.
O projeto “Agricultura Familiar: Organização, Cooperação e Linhas Estratégicas”, aprovado no âmbito da Medida da Assistência Técnica à Rede Rural Nacional do PDR2020, é coordenado pela Federação Minha Terra e tem como entidades parceiras a Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) e a Universidade de Évora, contando com a colaboração do Instituto Superior de Agronomia (ISA) e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). O objetivo é aprofundar o conhecimento sobre a agricultura familiar e o seu contributo para o desenvolvimento dos territórios rurais e elaborar recomendações de adequação e densificação de medidas de política pública de desenvolvimento, em particular no âmbito do Estatuto da Agricultura Familiar.
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]