Minha Terra e CONFAGRI partilham reflexão

2020-11-19

Decorreu a 16 de novembro uma reunião entre a Federação Minha Terra e a CONFAGRI - Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal. Nesta reunião, que se integra numa articulação que a Federação Minha Terra está a promover com as confederações setoriais da agricultura, entre outras entidades, fez-se um balanço do instrumento DLBC – Desenvolvimento Local de Base Comunitário e debateram-se alguns desafios ao desenvolvimento dos territórios rurais.

Analisando a medida LEADER do PDR2020, a CONFAGRI transmitiu a apreensão face à opção de integração de medidas de apoio à agricultura no âmbito do LEADER, como aconteceu na programação do PDR2020, face à falta de experiência na análise deste tipo de investimentos por parte das equipas dos Grupos de Ação Local, situação que foi, entretanto, ultrapassada.

Ambas as entidades concordaram na importância dos pequenos investimentos na agricultura e na transformação e comercialização para manter os espaços rurais ativos e na importância da territorialização destes apoios, permitindo uma distribuição mais equitativa pelo território nacional. Constataram a excessiva e desproporcionada burocracia dos processos de candidatura e reembolsos e propõem que estes apoios sejam mais simples e processados de forma mais célere.

Perspetivando a programação nacional da PAC (Política Agrícola Comum) para o período 2023-2027, a Minha Terra e a CONFAGRI, defendem a valorização do segundo pilar da PAC, essencial ao apoio da produção agrícola e ao desenvolvimento equilibrado dos territórios rurais.

Por fim, as organizações expressaram a vontade de aprofundar a colaboração, nomeadamente no sentido de defender e reforçar a transferência de funções no quadro da implementação das políticas públicas para as organizações da sociedade de civil que estão em melhores condições de as realizar.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]