Lançamento do projeto SUDOE ATLAS

2025-09-11

Na terça-feira, 9 de setembro de 2025, decorreu, por videoconferência a reunião de lançamento do projeto SUDOE ATLAS (2025-2028). O ATLAS visa revitalizar as zonas rurais e do interior, criar oportunidades económicas e garantir a renovação geracional, apoiando a criação/consolidação de terceiros locais agroalimentares.

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O que são os terceiros locais em que o ATLAS se foca?

São espaços físicos abertos (quintas, terrenos, edifícios, instalações antigas, etc.) impulsionados por comunidades diversas de pessoas reunidas sob a forma de uma associação ou cooperativa com governança partilhada. Acolhem atividades relacionadas com a agroecologia e a alimentação sustentável (por exemplo, hortas biológicas, espaços agrícolas experimentais, instalações partilhadas para o processamento de produtos agrícolas e florestais, cozinhas comunitárias, cabazes biológicos, lojas sociais, academias de permacultura, espaços de coworking, incubadoras, serviços de consultoria, workshops de educação ambiental, etc.). Apoiam a aprendizagem através da prática e a inovação pelos e para os atores locais em resposta a problemas nos seus territórios. Fomentam também a iniciativa e o empreendedorismo através do desenvolvimento de ferramentas/infraestruturas coletivas (por exemplo, uma cozinha tradicional, um forno de pão ou um moinho, comunitários).

Principais objetivos do projeto:

  • Harmonizar o conhecimento e criar uma cultura de terceiros locais agroalimentares como alavanca para a revitalização das zonas rurais e do interior, gerando novas oportunidades económicas e garantindo a renovação geracional.
  • Experimentar e monitorizar mecanismos inovadores de intervenção pública e a promoção/aceleração de projetos para apoiar o surgimento e a consolidação de terceiros locais agroalimentares nas zonas rurais e do interior.
  • Desenvolver recomendações para adaptar/reforçar as políticas públicas actuais e desenvolver novas estratégias para apoiar terceiros locais agro-alimentares em fases-chave do seu desenvolvimento, e capitalizar as lições aprendidas no decurso do projecto para transferência.

Brevemente será lançado um recenseamento participativo de iniciativas

Ao nível do espaço SUDOE, os parceiros do projeto ATLAS lançarão em breve um censo participativo das iniciativas que se enquadram na definição de um terceiro local agroalimentar. As iniciativas auto-identificadas serão divulgadas numa plataforma aberta do projeto. Serão realizadas entrevistas imersivas para melhor compreender o valor acrescentado dos terceiros locais na revitalização das zonas rurais, complementando o trabalho das organizações agrícolas profissionais, das estruturas de desenvolvimento territorial e das autoridades públicas. Serão também desenvolvidas fichas de experiência para destacar exemplos de inovações impulsionadas por terceiros locais para manter os serviços, fortalecer os laços sociais, relocalizar o conhecimento e a produção agrícola e promover a renovação geracional. 

Mais informação:

A parceria do projeto é liderada peloFAB’LIM e integra entidade parceiras de França, Espanha e Portugal.

Em Portugal, as entidades beneficiárias são a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo e a Regenerativa Coop. Os parceiros associado portugueses são o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, a Federação Minha Terra, a Escola Superior Agrária de Beja, o MORE CoLAB, a IAssociação IN LOCO, a Associação Make it Better, e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

A apresentação detalhada do projeto e da parceria está disponível nesta ligação.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]