2013-07-18
Seminário e Relatório do projecto E-FINANCE
As principais conclusões do projeto, que visa contribuir para a tomada de decisão relativa ao modelo de financiamento dos projectos agrícolas e de desenvolvimento rural no futuro quadro de programação de fundos comunitários, foram apresentadas num seminário, realizado a 26 de junho no auditório da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), em Lisboa.
O E-FINANCE é um projeto realizado por uma parceria constituída pelo Gabinete de Planeamento e Políticas do MAMAOT, a CAP - Confederação dos Agricultores de Portugal, a CONFAGRI - Confederação das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal e a MINHA TERRA - Federação Portuguesa das Associações de Desenvolvimento Local, com o apoio do Programa para a Rede Rural Nacional.
As conclusões a que os parceiros chegaram relativamente à utilização de instrumentos financeiros na PAC pós 2013 revelam que os vários instrumentos financeiros disponíveis, como o capital de risco, as garantias mútuas e o microcrédito, entre outros, podem ser importantes para alguns beneficiários. Mas a sua utilização não deve ser considerada solução única. Deverá equacionada conjugadamente, ou em alternativa, total ou parcial, à concessão de subvenções a fundo perdido.
No seminário, os representantes da parceria enfatizaram este aspeto, realçando que quer pelas características dos projetos apoiados como das realidades territoriais em que se inserem, estes deverão continuar a beneficiar de apoios a fundo perdido. Na sequência do contributo dado pelo estudo, é importante dar continuidade à divulgação dos instrumentos de engenharia financeira para que os empreendedores rurais possam considerar essas possibilidades, num quadro de dinamismo que tem caracterizado os territorios rurais e face à previsível escassez de recursos financeiros.

Documentos Anexos:
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]