Estudo analisa o potencial impacto do turismo no desenvolvimento das zonas rurais

2024-04-23

O Comité Europeu das Regiões e a Organização Mundial do Turismo publicaram recentemente um estudo que analisa o potencial do turismo para o desenvolvimento socioeconómico dos territórios rurais. O relatório destaca o possível impacto do turismo no reforço da resiliência das comunidades, na atenuação dos processos de despovoamento, na redução das desigualdades e na melhoria do acesso a serviços básicos.

No documento é salientado o potencial do turismo rural para a diversificação económica e a criação de emprego nas zonas rurais e a sua contribuição para a preservação do património cultural e da identidade local. É também lembrado o aumento da procura pelo turismo rural na sequência da pandemia do coronavírus, a resiliência e capacidade de adaptação demonstradas pelo setor e a sua afirmação como potencial motor económico de alguns territórios.

O estudo identifica também vários desafios enfrentados pelas zonas rurais que podem constituir entraves ao desenvolvimento do setor do turismo, tais como a inexistência ou desadequação de infraestruturas, a insuficiência de recursos financeiros ou a escassez de mão-de-obra. Contudo, o relatório aponta estas dificuldades como oportunidades que o desenvolvimento do setor pode colmatar, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e o aumento da atratividade dos territórios.

O relatório oferece ainda um roteiro para os decisores políticos e outros stakeholders para aproveitar o potencial do turismo rural, com propostas que incluem a construção de cadeias de valor rurais integradas, a criação de sinergias e a promoção da colaboração e da ação conjunta, o reforço da conetividade e o desenvolvimento de competências e a promoção da oferta turística alinhada com as tendências dos consumidores, mas também com os objetivos de desenvolvimento sustentável.

A publicação está disponível em anexo (em inglês).


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





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