Gimonde, Bragança
Fundada em 1998 e sediada em Gimonde, a 4 km de Bragança, a Bísaro – Salsicharia tradicional é uma unidade industrial do setor da transformação de produtos alimentares que produz enchidos tradicionais, confecionados com Carne de Porco Transmontano dop, de suínos de Raça Bisara, como o Salpicão de Vinhais (IGP), a Chouriça de Carne de Vinhais (IGP), a Alheira de Vinhais (IGP), o Butelo de Vinhais (IGP), o Azedo de Vinhais (IGP), e a Chouriça Doce de Vinhais (IGP). A tradição aqui é sinónimo de vantagem competitiva patente no lema “Onde a tradição ainda é o que era”.
Nos últimos três anos o investimento principal foi sendo aplicado no aumento da capacidade instalada para produtos fumados e frios, e subsequente abandono da subcontratação para a preparação de alguns dos produtos, como o tratamento do presunto em nacos, efetuado habitualmente por outras unidades.
Ao capacitar o sistema produtivo através da instalação de um espaço/armazém de frio e embalamento, a aquisição de máquinas e equipamentos para o processamento de novos produtos na gama de curados, com destaque para os nacos de presunto e a valorização do lombo e cachaço curados de porco de raça Bísaro, sem ter que recorrer a terceiros para tratamento dos presuntos em nacos, a Bísaro – Salsicharia tradicional garantiu o maior controlo e ajuste do processo e aumentou a produção primária do porco de raça bísara (raça autóctone com Denominação de Origem Protegida - DOP). Este investimento foi aprovado pelo GAL CORANE, através de uma candidatura à medida LEADER do PDR2020.
Com o armazém de frio e embalamento, o objetivo é trabalhar com esta matéria-prima de excelência, com uma cura mais prolongada, para obter um produto que valoriza a diferença de um animal criado no campo, alimentado com produtos naturais da região de Trás-os-Montes.
Projeto apoiado pelo Grupo de Ação Local CORANE no quadro da Abordagem LEADER do PDR 2020, divulgado na Brochura "54 projetos LEADER 2014-2020 para o desenvolvimento dos territórios rurais" (as páginas deste projeto estão disponíveis para consulta ou download em anexo a este artigo).
Documentos Anexos:
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]