Conferência EUROPARC 2017 faz as contas

2017-09-21

Entre 6 e 10 de setembro, 300 participantes de diferentes partes do mundo convergiram nas Montanhas Mágicas e juntos procuraram encontrar Novas Vozes, Novos Valores e discutir Novas Visões para as Pessoas e para a Natureza na Europa. Entre os participantes deste acontecimento europeu, promovido e coorganizado pela Federação EUROPARC e pela entidade anfitriã ADRIMAG – Associação de Desenvolvimento Rural Integrado das Serras do Montemuro Arada e Gralheira, encontrava-se a Federação Minha Terra.

A Conferência EUROPARC 2017 proporcionou uma oportunidade única para partilhar experiências e contactos com profissionais de Áreas Protegidas, no cenário de exceção das serras da Freita, Arada e Montemuro, abrangida pelos municípios de Arouca, Castelo de Paiva, Castro Daire, Cinfães, S. Pedro do Sul, Sever do Vouga e Vale de Cambra.

Durante cinco dias, especialistas em turismo sustentável, gestão territorial e conservação da natureza centraram-se nas questões de conservação da natureza e de património cultural, bem como de gestão sustentável de todas as atividades dentro de áreas protegidas e classificadas, no âmbito de uma sessão plenária, 16 workshops  e 13 visitas de campo por sete municípios.

No ano declarado pelas Nações Unidas como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento, a conferência EUROPARC 2017 foi saudada pelo Secretário-Geral da ONU, António Guterres, e pelo Comissário Europeu do Ambiente, através de mensagens em vídeo. Se o primeiro saudou não só o capital humano e a biodiversidade des territórios, como a Carta Europeia do Turismo Sustentável concebida pela Federação EUROPARC e implementada pelas Áreas Protegidas, o segundo salientou o poder da ligação com a natureza e a necessidade de planeamento.

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Entretanto e entre outros assuntos, foram apontadas algumas pistas de trabalho para o futuro das áreas protegidas, tais como: a integração da conservação da natureza na sociedade e o reconhecimento do valor económico das áreas protegidas, segundo Ignace Schops, presidente da Federação EUROPARC; o potencial da sinergia entre gestores de áreas protegidas, municípios e proprietários, segundo Humberto Delgado Rosa, responsável pelo Capital Natural na Direção-Geral do Ambiente da Comissão Europeia; ou, ainda, a conceção de agenda ambiental como uma prioridade permanente, segundo a ex-ministra brasileira do Ambiente no governo de Lula da Silva, Marina Silva.

Em termos federativos, a EUROPARC ganhou mais força. A FEDENATUR – Associação Europeia de Parques Periurbanos aprovou, em sede de assembleia geral, realizada em São Pedro do Sul, no dia 6 de setembro, a integração na Federação EUROPARC, cujo território de intervenção passa a estender-se a 38 países e quase 400 membros.

O próximo destino da conferência EUROPARC é Cairngorms National Park, na Escócia.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]