2023-02-13
Realiza-se no próximo dia 27 de fevereiro, no Auditório da Lagoa Branca do Instituto Superior de Agronomia (ISA), em Lisboa, a conferência “SCAPEFIRE – Mudar para Prevenir”, evento de encerramento do projeto “SCAPEFIRE - A sustainable landSCAPE planning model for rural FIREs prevention”.
O projeto, que teve como objetivo propor um modelo de ordenamento do espaço rural que contribua para a prevenção dos incêndios rurais, atendendo à sustentabilidade ecológica, económica e social da paisagem, partiu da convicção de que é indispensável alterar o paradigma de ocupação do território existente para um outro modelo menos vulnerável aos incêndios e mais sustentável.
O resultado é a proposta de criação de um modelo de proteção da paisagem contra os incêndios rurais, adaptável às diferentes realidades territoriais, que, sem negar a importância económica que algumas espécies mais combustíveis possam ter (como o pinheiro e o eucalipto), assegura a conservação do solo, da água, da biodiversidade e a sua viabilidade socioeconómica, tendo sido promovidos casos de estudo nos concelhos da Pampilhosa da Serra e Leiria.
Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), o projeto foi desenvolvido por uma parceria composta pelo Instituto Superior de Agronomia (ISA), responsável pela coordenação, a Direção-Geral do Território (DGT), a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCTUNL), a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), a Federação Minha Terra, a Fundación Pau Costa, o Instituto Superior Técnico (IST), a Universidade de Évora (UE), a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e os Municípios da Pampilhosa da Serra e Leiria.
A conferência servirá para a apresentação da metodologia e dos principais resultados do projeto e contará com um momento de homenagem ao arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, por ocasião do ano do centenário do seu nascimento.
A participação é gratuita, mas de inscrição obrigatória, que deverá ser feita através deste link até ao dia 22 de fevereiro.
Consulte o programa em anexo.
Documentos Anexos:
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]