Ciclo de oficinas das artes do Ribatejo Interior

2025-04-17

Para dar continuidade à preservação das técnicas do artesanato tradicional da região, a TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior e os Municípios de Abrantes, Constância e Sardoal voltam a realizar um ciclo de oficinas das artes de Abrantes, Constância e Sardoal a iniciar em maio. 

O Ciclo de Formações Mestre-Aprendiz tem como objetivo preservar o saber-fazer do Ribatejo Interior, passando os conhecimentos dos últimos mestres detentores destes conhecimentos para gerações que procurem dar continuidade e inovar. E assim, alavancar o aparecimento de novos negócios destas artes na região. 

Nesta edição serão realizadas três oficinas gratuitas. A primeira será de “Tecelagem em Tear de Linho”, e irá começar no dia 1 de maio, na Cooperativa Artelinho, em Santa Clara, Sardoal. Maria Alina Rodrigues, de 78 anos, que trabalha em teares há mais de 65 anos, irá partilhar os seus vastos conhecimentos às sextas e sábados, num total de 16 horas. 

Já a oficina de “Bonecas de Perna de Cana” irá iniciar no dia 3 de maio, na antiga escola primária de Constância e decorrerá todos os sábados, até completar 23 horas. A mestre Palmira Governo, de 74 anos, irá passar os saberes, adquiridos há mais de 35 anos, depois de ter frequentado um curso de formação profissional com a duração de um ano e meio, promovido pelo Município de Constância e pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional. 

No dia 31 maio, na Salão Nobre da Junta de Freguesia do Pego, em Abrantes, irá decorrer a oficina de "Registos ou Santinhos do Pego", em que Maria Joaquina Mascate, durante todo o dia, ensinará a fazer estas peças centenárias com características muito próprias, como o facto de serem pitorescas e festivas. 

Estas iniciativas são gratuitas, mas com inscrições limitadas, que podem ser feitas através do preenchimento do formulário no site da TAGUS (tagus-ri.pt). As oficinas Mestre-Aprendiz estão inseridas no projeto AO.RI – Artes e Ofícios do Ribatejo Interior.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]