2022-11-24
O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou, no dia 23 de novembro, os resultados finais dos Censos 2021, que mostram uma diminuição de mais de 2% no número de residentes. O recenseamento mostra também uma continuação da tendência de concentração da população no litoral e um agravamento do processo de envelhecimento.
Segundo os dados dos Censos 2021, Portugal possuía a 19 de abril de 2021, data de referência da contagem, um total de 10.343.066 residentes, o que representa uma diminuição de 2,1% face a 2011. A diminuição é particularmente evidente no Alentejo e na Madeira, regiões que perderam respetivamente 7,0% e 6,4% da população. Por outro lado, as regiões do Algarve (+3,6%) e de Lisboa (+1,7%) viram a sua população crescer.
Os Censos mostram uma diminuição acentuada da população na generalidade dos concelhos do interior e uma continuação do padrão de litoralização, com 20% da população a residir nos sete concelhos mais populosos, que representam apenas 1% da área do país.
Os dados recolhidos evidenciam também um acentuar do processo de envelhecimento, com a população idosa (com 65 e mais anos) a representar mais de 23% dos residentes. Por outro lado, a população jovem, com menos de 14 anos, diminuiu para 12,9%, o que se traduz num índice de envelhecimento de 182 idosos por cada 100 jovens, valor que se situava nos 128 em 2011.
O recenseamento permitiu também identificar um aumento significativo da população estrangeira a residir em Portugal , um crescimento considerável dos níveis de escolaridade e conhecer a evolução do edificado e das condições de habitação da população.
Aceda aos resultados aqui.
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]