Biblioteca Humana vence Prémio Boas Práticas de Participação

2017-04-07

O Projeto Biblioteca Humana nasceu em Valongo, em 2010, para facilitar o diálogo entre jovens e pessoas alvo de preconceitos, criando oportunidades únicas de relacionamento e de interação interpessoal entre grupos e permitindo o confronto com estereótipos num ambiente estruturado, protegido e limitado no tempo. O promotor deste projeto que se rege pelo lema “Não julgues o livro pela capa” é o próprio município de Valongo e o espaço de intervenção as escolas do concelho.

A Biblioteca Humana é uma atividade de educação não formal que visa sensibilizar a juventude para a importância da inclusão, da diversidade cultural e da igualdade de oportunidades. Após a identificação de “livros humanos”, ou seja de voluntários/as, membros de uma associação ou pessoas a título individual, que protagonizam um estereótipo – discriminação em função da etnia, do sexo, da religião, da deficiência, da orientação sexual, entre outros – é organizado um espaço numa biblioteca ou decorado como uma biblioteca vulgar. Formam-se depois vários círculos de discussão e de desconstrução de estereótipos em torno de cada um dos livros humanos. Os grupos entram interação com todos os livros humanos.

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O projeto “Biblioteca Humana”, do Município de Valongo, venceu o galardão da melhor prática do ano de 2016 do “Prémio Boas Práticas de Participação”. A cerimónia de entrega dos prémios decorreu em Faro, na sede da Comunidade Intermunicipal do Algarve, e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Valongo, José Manuel Ribeiro. Duas menções honrosas foram entregues aos projectos “Eco Parlamento – Guimarães” e “Águeda Living Lab”.

As 14 candidaturas submetidas a concurso foram, numa primeira fase, analisadas por um júri independente, composto pela Associação In Loco, Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Observatório Internacional de Democracia Participativa e Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade. Numa segunda fase, as cinco práticas com maior pontuação foram colocadas a votação pública no site da Rede de Autarquias Participativas.

Esta iniciativa anual da Rede de Autarquias Participativas (RAP) constitui um incentivo à implementação, disseminação e valorização de práticas inovadoras de democracia participativa desenvolvidas em Portugal.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





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