2017-11-15
O Comité Económico e Social Europeu (CESE) convidou a Comissão e os Estados-Membros a desenvolverem novos programas de apoio suficientemente flexíveis e eficientes, capazes de se ajustar à variedade de necessidades das zonas rurais europeias, com vista a aumentar a autonomia das aldeias e das pequenas cidades. O parecer adotado na última sessão plenária do CESE, a 18 de outubro, “As aldeias e as pequenas cidades como catalisadoras do desenvolvimento rural” reflete a opinião do CESE quanto ao dever de revitalizar das zonas rurais europeias.
Face aos desafios do século XXI, as zonas rurais, e nomeadamente as comunidades locais, devem participar mais e serem mais associadas ao desenvolvimento económico e sustentável do território. Nesse sentido, apontam-se três grandes áreas de trabalho nas quais importa investir e apoiar intervenções – infraestruturas inteligentes, parcerias urbano-rurais, associação dos cidadãos à tomada de decisão e a valorização de exemplos positivos.
Preconizam-se assim:
Vale a pena referir que, entre outras recomendações pertinentes, o CESE aconselha que: “A iniciativa LEADER e os Grupos de Ação Local devem ser plenamente apoiados nos seus esforços para promover o desenvolvimento local, incentivando a criação e o crescimento quer de empresas privadas, quer de organizações sem fins lucrativos, bem como para garantir um espírito comunitário empenhado e solidário. Após o reforço da cooperação, estes esforços poderiam ser alargados através do instrumento do desenvolvimento local de base comunitária.”
O Parecer “Aldeias e pequenas cidades como catalisadores do desenvolvimento rural: desafios e oportunidades” encontra-se em anexo.
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]