2015-06-05
Perante uma assembleia constitutiva de quarenta pequenos agricultores locais, a comunidade agrícola de Santo Antão criou a 26 de Maio de 2015, na Ribeira Grande, a Associação de Produtores Baloi D’Horta (AP-BDH), após um longo processo de concertação e organização coletiva.
O Baloi D’Horta foi um projeto que decorreu entre 2012 e 2015, e resulta da parceria entre a ONGD MONTE e o Conselho Regional de Parceiros de Santo Antão, com o cofinanciamento da União Europeia – Delegação em Cabo Verde, no âmbito do Programa para Atores Não Estatais e Autoridades Locais no Desenvolvimento e pelo Camões, Instituto da Cooperação e da Língua.
Com um envolvimento permanente de cinco comunidades rurais da Ilha de Santo Antão e um conjunto alargado de parceiros locais, o resultado atingido constitui o ponto de partida para a sustentabilidade da iniciativa Baloi D’Horta, local onde todo o processo se desenvolveu. A partilha de experiências entre os produtores, o reforço de competências, e a participação de especialistas nas áreas da produção e comercialização de produtos hortofrutícolas, lançaram novos desafios a estes agricultores, na sua maioria jovens locais, que sempre mostraram uma enorme vontade em crescer e desenvolver em conjunto novas formas para o progresso dos seus negócios agrícolas.
A criação da Associação segue esta visão e tem como objetivo o desenvolvimento sustentável da agricultura e de todas as atividades do meio rural, assim como a defesa dos interesses dos associados enquanto produtores agropecuários da ilha de Santo Antão, instrumento fundamental para o reforço dos rendimentos familiares das comunidades envolvidas.
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]