Agenda 2030: Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

2016-01-25

Minha Terra apresenta ODS12 - Produção e Consumo Sustentáveis

O Seminário "ODS: Consulta Púbica e Aliança para os ODS", que decorreu no passado dia 20 de janeiro no grande auditório da Culturgest, em Lisboa, teve como objetivo a apresentação dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentávelo e o lançamento da Consulta Pública sobre a Implementação dos ODS em Portugal a realizar por diversas redes de organizações da Sociedade Civil. No painel da manhã, a Minha Terra apresentou o ODS 12 – Produção e Consumo Sustentáveis.

Tendo como objetivo assegurar padrões de produção e consumo sustentáveis, o ODS12 diz respeito à promoção da utilização eficiente dos recursos e da energia, à promoção de infra-estruturas sustentáveis, e a proporcionar o acesso a serviços básicos, empregos dignos e uma melhor qualidade de vida para todos. A implementação de padrões de produção e consumo sustentáveis contribui para atingir as metas dos planos globais de desenvolvimento, para reduzir custos económicos, ambientais e sociais futuros, para reforçar a competitividade da economia e reduzir a pobreza.

Luís Chaves, em representação da Federação Minha Terra, referiu que em Portugal muitos dos indicadores e desafios que estão na base da identificação deste ODS assumem características próprias, onde o exemplo das cadeias de comercialização curtas e dos mercados locais são claramente instrumentos que concorrem para a sua concretização.

Estes mecanismos de abastecimento de proximidade (se vistos na perspetiva do consumidor) ou de venda em circuitos curtos (na perspetiva do produtor) desempenham, ainda, um importante papel de incentivo de práticas culturais menos intensivas e ambientalmente sustentáveis, contribuindo para uma menor pegada de carbono através da redução de custos de armazenamento, refrigeração e transporte dos produtos até aos centros de distribuição e consumo.

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Na intervenção foram apresentados alguns casos práticos nacionais de comercialização de proximidade de produtos agrícolas tais como o projeto PROVE, promovido por diversas associações de desenvolvimento local, o projeto "Da nossa terra" da Câmara Municipal de Penafiel, "Partilhar as Colheitas" da Herdade do Freixo do Meio, ou os Cabaz do Peixe e Cabaz do Mar, iniciativas ligadas à valorização dos produtos da pesca local.

Foi ainda referido na apresentação do ODS 12 – Produção e Consumo Sustentáveis, que a Assembleia da República declarou o ano de 2016 como o ano nacional do combate ao desperdício alimentar que apresenta o mote "combater o desperdício alimentar para promover uma gestão eficiente dos alimentos", uma causa nacional alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que pode mobilizar as organizações, os cidadãos e as comunidades.

No período da tarde decorreu o lançamento da iniciativa Aliança para os ODS, iniciativa na área da cidadania empresarial promovida pela Global Compact Network Portugal, que visa as empresas alinharem as suas estratégias e operações aos princípios universais dos Direitos Humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.

Mais informações sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável aqui.

 

O Seminário foi uma iniciativa das seguintes organizações: Aliança Objectivos de Desenvolvimento Sustentável Portugal, ANIMAR, Camões, I.P., Comissão Nacional da UNESCO, Conselho Nacional da Juventude, Conselho Português para os Refugiados, FAO, Federação Minha Terra, OIM, OIT, Plataforma Portuguesa das ONGD, Plataforma Portuguesa dos Direitos das Mulheres, The Global Compact - Network Portugal, UNICEF, UNICRI, UNU-EGOV e UNRIC.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]