ADL juntam-se para evitar dificuldades na implementação dos novos fundos comunitários

2015-02-06

Atendendo à importância de dar continuidade aos processos de desenvolvimento em curso, as Associações de Desenvolvimento Local (ADL) estão a preparar a assinatura de acordos de parceria entre elas, organizando-se regionalmente na defesa de um modelo de intervenção que tem dados excelentes resultados.

Esta iniciativa surge por as ADL constatarem que o processo de transição para o novo período de programação de fundos comunitários está a colocar em risco o trabalho de desenvolvimento rural que têm realizado com sucesso, e que só no último período de programação resultou na criação de 7300 empregos, mobilizando o investimento de 820 milhões de euros nas zonas rurais.

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Em declarações à Lusa, Regina Lopes, Presidente da Federação MINHA TERRA, explicou que o facto de o Desenvolvimento Local de Base Comunitária, até aqui financiado pelo programa LEADER, gerido pelo Ministério da Agricultura, ter passado a depender de várias entidades, incluindo as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), “adensou o processo negocial”, por estarem em jogo “muitas sensibilidades” e “desconhecimento”, provocando atrasos que podem comprometer as dinâmicas criadas nos territórios.

A Presidente da MINHA TERRA explicou à Lusa recear que a desarticulação entre os vários responsáveis pelos fundos deixe áreas “a descoberto”, nomeadamente ao nível do apoio ao associativismo, únicas estruturas que se ocupam nos territórios rurais do lazer, da cultura e do desporto. Também a dimensão do envelope financeiro previsto oferece preocupação, uma vez que os fundos previstos “são manifestamente insuficientes para o que é historicamente a intervenção” realizada nos territórios rurais, por exemplo, no que respeita ao apoio às empresas, adiantou.

Os acordos de parceria das ADL da Região Centro e da Região Norte serão formalizados nos próximos dias, estando as ADL das restantes regiões a ultimar a preparação das suas ações concertadas.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]