União Europeia longe de atingir metas na redução das desigualdades [ODS 10]

2019-06-19

A União Europeia e os seus Estados membros continuam a não fazer o suficiente para dar resposta às desigualdades socioeconómicas estruturais e aos problemas ambientais. Esta é uma das conclusões de um relatório apresentado no dia 18 de junho, no âmbito dos Dias Europeus do Desenvolvimento que decorrem em Bruxelas.

Sobre o relatório

Intitulado “Falling Through the cracks: Exposing inequalities in Europe and Beyhond”, o relatório procura mostrar o impacto que o crescimento das desigualdades tem nas populações e no planeta, traçando um retrato de algumas das áreas em que essas desigualdades são mais visíveis. Para além de uma perspetiva global da União Europeia, este trabalho inclui igualmente 15 relatórios nacionais sobre o combate às desigualdades e 11 relatórios temáticos que exploram áreas específicas como género, idade, etnia e riqueza.

Este relatório foi elaborado no âmbito do projeto “Make Europe Sustainable For All”, implementado em 15 estados membros da UE, e tem como foco os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável aprovados pelas Nações Unidas em setembro de 2015.

Portugal é um dos países onde foi produzido um relatório nacional. Subordinado ao tema “Desigualdades e Desenvolvimento | O contributo de Portugal para a concretização do ODS 10”, o relatório aborda sobretudo de que forma se concretizam (manifestam?) as desigualdades de género e de rendimento, mostrando também pontos positivos e negativos na forma como Portugal contribui para a diminuição das Desigualdades a nível mundial.

A produção do relatório Português foi coordenado pela Plataforma Portuguesa das ONGD e pela CPADA – Confederação Portuguesa de Associações de Defesa do ambienta, parceiras nacionais no projeto Make Europe Sustainable for All.

 Porque é que este assunto é importante

Esta semana, de 20 a 21 de Junho, terá também lugar uma Cimeira do Conselho Europeu em que as e os líderes da UE irão tomar importantes decisões sobre a Agenda Estratégica Europeia para o período 2019-2024. A promoção de um Desenvolvimento sustentável, em que o combate às desigualdades assume um papel central, tem de ser uma prioridade. Esta é, aliás, a principal reivindicação de uma carta aberta dirigida aos chefes de Estado e de Governo da UE, subscrita por mais de 150 organizações da Sociedade Civil de vários países europeus, incluindo um conjunto de organizações Portuguesas que integram o Fórum da Sociedade Civil para os ODS.[1] 

[1] Animar – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local, CPADA – Confederação Portuguesa de Associações de Defesa do Ambiente, CNJ – Conselho Nacional de Juventude, Minha Terra – Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local, PpDM – Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres e PPONGD - Plataforma Portuguesa das Organizações não Governamentais para o Desenvolvimento.

Documentos Anexos:

Carta Aberta


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]