Sistemas alimentares locais em discussão (com vídeo)

2020-05-25

A temática dos Sistemas Alimentares Locais e os debates sobre alternativas necessárias ao sistema alimentar global, reconhecidas as suas limitações em várias dimensões da sociedade que vão desde o acesso a uma alimentação segura, de qualidade e em quantidade suficiente, até aos modelos de produção agrícola e agroalimentar. 

O primeiro webinário da “MANIFesta em ação” decorreu no passado dia 20 de Maio, reunindo cerca de 140 participantes, a discutir os Sistemas Alimentares Locais, com o objetivo de partilhar de ideias e construção coletiva de potenciais políticas públicas capazes de colmatar muitos dos desafios atuais.

Artur Cristóvão da UTAD contextualizou a importância do tema e a evolução histórica do sistema alimentar global, destacando a sua insustentabilidade em vários aspetos: impactos ambientais, redução de biodiversidade, impactos sociais e territoriais (assimetrias).

A discussão contou com a contribuição de práticas inspiradoras;

  • Alfredo Cunhal Sendim da Cooperativa de Usuários do Freixo do Meio partilhou os pressupostos e princípios do Programa CSA - Partilhar as Colheitas, que funciona numa lógica de economia planificada onde produtores/as e consumidores/as formam uma comunidade;
  • Artur Gregório e Vânia Martins da Associação In Loco falaram sobre dois projetos centrais na temática da alimentação saudável e consumo de produtos locais e da época, os projetos O Prato Certo e 100% Local;
  • Sara Moreira da AMAP e Rede Regenerar, desenvolveu sobre a iniciativa AMAP – Associação pela Manutenção da Agricultura de Proximidade enquanto grupo de consumidores que apoia diretamente pequenos produtores/as assegurando o escoamento da produção.

4 grupos de trabalho permitiram explorar a temática na perspetiva dos 4 eixos orientadores da MANIFesta: Território, Igualdade, Ecologia e Democracia. 

Se não conseguiu participar no dia 20, agora é possível rever o webinário a partir da gravação.


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]