2011-07-21

A apresentação da proposta do PANCD aconteceu na passada quinta-feira, 21 de julho 2011, em seminário realizado em Lisboa, dando início à discussão pública da proposta a finalizar até setembro próximo.
A proposta do Programa de Acão Nacional de Combate à Desertificação (PANCD) para o período 2011 - 2013, foi elaborada a partir de janeiro de 2010, através de um amplo processo participativo, envolvendo mais de meio milhar de entidades representando quase duas centenas de instituições, públicas, associativas e privadas, locais, regionais e nacionais, também ibéricas.
Neste âmbito, incluíram-se as contribuições das participações nos trabalhos específicos das comissões nacional e regionais do PANCD e no alargado ciclo de seminários e workshops, sob o tema geral de «Casos de Sucesso no Combate à Desertificação», realizados do Norte ao Sul das áreas afetadas, abarcando as soluções adotadas e a discussão dos principais síndromas, processos e sistemas que estão na origem ou resultam da desertificação (degradação dos solos, seca, abandono rural e despovoamento) e, mais recentemente, também as respostas à primeira consulta da avaliação ambiental estratégica do programa, que decorre ainda.
Adota-se no seminário o formato de apresentação e discussão das propostas desenvolvidas para o PANCD em resposta à Estratégia Decenal 2008/2018 da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação. O encontro centra-se, assim, nos objetivos estratégicos e nos decorrentes objetivos específicos e ações propostas a nível nacional - que são o objeto de uma primeira avaliação crítica nacional por parte de entidades não envolvidas diretamente na sua produção e dos outros interessados participantes no seminário.
A este seminário se seguirão outros, com carácter regional e local ou em resposta de iniciativas da Sociedade Civil, visando-se a finalização da proposta do PANCD até setembro de 2011.
Ver programa em anexo.
A documentação sobre as propostas em discussão encontra-se disponível no site da Autoridade Florestal Nacional, aqui.
Documentos Anexos:
Diversificação de atividades económicasDurante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. |
Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locaisA estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas. |
Floresta multifuncional e sustentabilidade territorialA floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. |
Agricultura familiar e agroecologiaCada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. |
O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Federação Minha Terra, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.
[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]