Observatório Regional de Segurança Alimentar do Algarve

2017-07-31

In Loco foi abordada pela Direção-Geral de Saúde para dinamizar a realização de um projeto-piloto na região do Algarve com vista à criação de um Observatório de Segurança Alimentar e de uma estratégia de combate às situações de insegurança alimentar, passível de ser posteriormente disseminado por todo o país.

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No mês de agosto, arranca um programa de avaliação regional do estado de insegurança familiar, de capacitação dos técnicos envolvidos nesta matéria e de demonstração dos benefícios e da simplicidade de uma alimentação saudável e económica com base na Dieta Mediterrânica junto dos agregados familiares em situação de maior risco de insegurança alimentar.

O programa de acção do projeto-piloto vai estender-se por um ano e vai ser implementado por uma equipa pluridisciplinar composta por nutricionistas, chefs, antropólogos, sociólogos, que vão contar com o apoio de uma rede regional de técnicos dos municípios, de entidades privadas e públicas que intervêm na área social.

E porque o projeto é de envergadura e vai exigir um esforço de toda a região para fazer chegar junto das famílias um conjunto de princípios simples e práticas fáceis de concretizar, mas que produzem efeitos de grande impacto na saúde dos seus elementos, a In Loco reuniu à sua volta um conjunto importante de parceiros – a Administração Regional de Saúde; todos os municípios da região integrados na AMAL, e responsáveis pelas Comissões Locais de Ação Social; a Universidade do Algarve e a Segurança Social.

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Contexto de intervenção

Um em cada dez agregados familiares portugueses já sentiu algum grau de insegurança alimentar. Em causa estão problemas económicos que dificultaram a manutenção de uma alimentação saudável e em quantidades adequadas. As famílias passaram a adotar práticas alimentares desequilibradas com impactos sérios na saúde, particularmente dos jovens e idosos.

À escala nacional, o panorama é grave. Já mais de metade da população tem excesso de peso ou é obesa, segundo o Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física 2015-2016, recentemente publicado. De acordo com Pedro Graça, diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direcção-Geral da Saúde, são evidentes as influências das desigualdades sociais nas doenças de origem alimentar.

O Algarve não está imune a este problema nacional e apresenta mesmo, nos resultados do inquérito de insegurança alimentar INFOFAMILIA, aplicado pela DGS desde 2011, elevados fatores de risco e valores preocupantes de abandono da Dieta Mediterrânica, particularmente nos jovens.

O Plano de Ação do (In) Segurança Alimentar, encontra-se em anexo.

Documentos Anexos:

Plano de Ação


Diversificação de atividades económicas

 

Durante muito tempo “rural” e “agrícola” foram sinónimos. No entanto, ao longo das últimas décadas as atividades agrícola e florestal foram perdendo peso na economia e no emprego nas zonas rurais, e essa associação deixou de ser evidente. 

Sistemas alimentares territoriais, cadeias curtas e mercados locais

A estrutura do sistema alimentar global é cada vez mais reconhecida como insustentável quer do ponto de vista ambiental, quer socioeconómico e político. Perante esta realidade, várias iniciativas destinadas a promover a adoção de sistemas alimentares alternativos vêm sendo realizadas.

Floresta multifuncional e sustentabilidade territorial

A floresta é um dos pilares do nosso património ambiental, económico e social. Para além da produção de madeira, que continua a ser vital para diversas fileiras industriais, a floresta oferece muitos outros recursos e serviços que têm um enorme potencial de valorização. 

Agricultura familiar e agroecologia

Cada vez mais, os consumidores exigem alimentos seguros e de qualidade provenientes de uma agricultura sustentável e que tenha um menor impacto nos recursos naturais. Já os produtores ambicionam que o seu trabalho se traduza num rendimento justo, que lhes garanta qualidade de vida. 





[ETAPA RACIONAL ER4WST V:MINHATERRA.PT.5]